domingo, 13 de março de 2011

Cidades em Ruínas

Uma amiga me ligou desesperada e disse o quanto ela está arrasada com o fim de sua relação amorosa e que tem sofrido muito por conta disso. Ela me fez uma série de perguntas, as quais não soube responder:

O que eu posso fazer se ele não sai da minha cabeça? Se a todo instante, me vem a sua imagem na lembrança? O que eu faço se todos os meus pensamentos costumam se dirigir em sua direção? Se desejo ficar o tempo todo em sua presença? O que devo fazer para ele voltar? Para não me esquecer? O que devo fazer para suportar a sua ausência? Como conseguir viver se ele não estiver comigo?

Esta situação nos parece bastante familiar, não? Quem já passou por isto, sabe o quanto é difícil e doloroso superar a separação e seguir em frente.
O sofrimento dela me fez lembrar a destruição no Japão. A dor é como uma cidade arrasada por um tsunami. Com sua força e violência, engole casas e carros, arrasta navios, coloca edifícios no chão. Por onde passa, deixa seus rastros de devastação. Deixa cidades em ruínas.
Milhares de pessoas desabrigadas, outras centenas soterradas e mortas; impotentes, vemos a desolação dos sobreviventes, ainda amedrontados, arrasados com tudo o que aconteceu. 
Assim como eles, essa minha amiga está ansiosa por um auxílio e não sabe o que fazer e nem por onde começar restabelecer a ordem em sua vida.

O que devemos fazer diante de nossas cidades em ruínas?
Será que teremos forças suficientes para nos reconstruirmos?
Em meio ao caos, onde encontraremos um abrigo?
Será que uma equipe de resgate virá nos salvar?
Existem meios de nos prevenir contra os eventuais rompimentos que surgirem em nossas vidas assim como os terremotos no futuro?

Um abraço
Dolly





  




6 comentários:

Anônimo disse...

Dolly,
Acho exagero comparar a dor da perda e de um tsunami com uma separação. Quem perdeu alguém importante sabe que mesmo tendo alguns sentimentos comuns: sentimentos de impotência e tristeza. A dor da tragédia e da morte é muito pior! Não há volta igual uma separação, e também um ente querido não é substituído na vida, como acontece com um novo amor. Não digo que você esquece simplesmente de alguém, mas quando outra pessoa entra na sua vida e preenche o vazio realmente a dor da separação some.
Uma dica para sua amiga: foque em outra coisa e se levante. O Japão é prova disso, devastado na segunda guerra e no terremoto de 1995, não abaixou a cabeça e nem sentiu dó de si mesmo, trabalhou e se ergueu e se tornou o país de primeiro mundo que é. Aposto depois dessa tragédia o Japão vai juntar os cacos se valorizar e voltar mais forte. Moça! Junte os cacos se valorize que tudo dará certo.
Quando tiver em um relacionamento nunca imagine seu fim: se será um casamento ou um breve romance, mesmo porque todos os relacionamentos acabam um dia, seja por separação ou por morte. Viva plenamente cada momento com a pessoa que você gosta e que principalmente goste de você, não pense nos “se...” ou no que será no futuro. O importante é fazer o relacionamento presente fantástico para ambos.
Parabéns pelo texto
Tubaína

Dolly disse...

Caro Tubaína
Eu concordo com vc quando diz não podemos comparar a dor da perda de um ente querido e da destruição de um tsunami a uma separação amorosa porque elas são bem diferentes sim.Na verdade,o que vi em comum entre eles é a devastação e os estragos que ambos podem causar em várias cidades ou no coração de alguém.As dores são diferentes mas nem por isso são menores.
Um abraço
Dolly

Paloma disse...

Como já diria o filme: Só se morre de amor no cinema.

Dolly disse...

Paloma,
não se esqueça que em livros também, como "Amor de Perdição".
Bjs

Anônimo disse...

Discordo, além de filmes e livros morre-se de amor em boletins de ocorrência. Há inúmeros casos que ex-casais que matam o antigo parceiro. O curioso que o homem mata, a maioria das vezes, por ciúmes já a mulher por causa do dinheiro.
De qualquer forma acho de um egoísmo e de um descontrole total fazer mal a alguém q fez parte da sua vida e que te trouxe muitas alegrias. Ao contrario do tsunami um relacionamento passado deixa coisas boas e não só devastação.
Um abraço
Tubaína

Maria Luiza disse...

Segue em frente que passa.....tudo passa....