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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O Espelho


Semana passada, uma amiga me revelou que se sentia um lixo depois que descobrira que seu marido a traíra. Ela se sentira rejeitada, desvalorizada e terrivelmente sozinha. Ela tinha apostado todas as suas fichas nessa relação e acreditava que assim como ela o marido era feliz.

Depois desse episódio, perdeu a confiança em si mesma e a sua autoestima tornou-se praticamente nula. Por se sentir pouco atraente, ela tentou recuperar a estima do marido: mudou o visual, cortou o cabelo, pôs silicone nos seios, porém nada mudou no comportamento dele e ele começou a rejeitá-la.

Assim como minha amiga, quantas foram às vezes que nos sentimos mal em relação a nossa aparência porque nosso parceiro/namorado nos rejeitou ou não nos quis mais?

Por que dependemos tanto dos nossos relacionamentos/parceiros para estarmos bem com nós mesmas?

Quantas vezes acreditamos que se mudássemos nossa aparência exterior, mudaríamos nosso interior? E acreditamos que seria a solução de todos os nossos problemas?

Assim como a madrasta de Branca de Neve, precisamos da confirmação de nossa beleza e autoestima pelo espelho. Precisamos do olhar do outro para nos sentirmos aprovada.

No entanto, por que ao olharmos no espelho, vemos nossa imagem tão distorcida?

Por que não conseguimos olhar para nós com mais compaixão?

Por que só enxergamos nossos defeitos e imperfeições?

O que poderemos fazer para reverter esse processo?

Um abraço

Dolly

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Medo


Outro dia, uma amiga me disse que não queria conhecer um cara que ela tinha conversado na internet e gostado muito porque tinha medo de se apaixonar. 

Na hora em que ouvi aquilo achei um verdadeiro absurdo. Depois fiquei com isso na minha cabeça o dia inteiro e pensei:

Quantas vezes não desistimos das coisas que queremos por conta do medo?

Medo de se apaixonar e de se machucar, medo de tentar e de não dar certo, medo de arriscar e perder algo, medo de ser julgado ou criticado, medo de lutar e conseguir algo ou ainda medo de ser feliz.

O medo pode ser uma forma de nos proteger e de nos preservar de um perigo real ou iminente. Em excesso, ele nos aprisiona, nos torna reféns. O medo nos faz prisioneiros.

Se não fossem nossas inseguranças e receios, às vezes, infundados, poderíamos lutar e encarar nossos medos.

Se confiássemos mais em nosso potencial e não subestimássemos tanto as nossas qualidades, poderíamos aproveitar mais as oportunidades que surgissem no caminho. Talvez cometeríamos mais erros, mas não nos arrependeríamos por nunca ter tentado.

O pior será perceber que a oportunidade passou e que não fizemos nada para agarrá-la. Ao ficar na janela vendo a banda passar, resignados em sermos meros observadores, perdemos a oportunidade de curtir o melhor da festa.

Um abraço

Dolly









domingo, 27 de fevereiro de 2011

Por que as mulheres se envolvem com homens que não se importam com elas?

Um dia, eu conversei com um colega sobre relacionamentos e ele estava muito bravo e indignado com a classe feminina. Ele disse que era um cara legal, que respeitava as mulheres e tal, fazia tudo por elas e, no final, era sempre ignorado.
Ele disse que muitas mulheres reclamam do comportamento dos homens, que todos eles são canalhas, cafajestes e cachorros, mas ele não entendia por que, então, elas escolhiam justamente estes tipinhos para se envolver ao invés dele.

Por que será que as mulheres se envolvem com homens que não se importam com elas?

Não tenho uma resposta certa, só algumas teorias em mente. Uma delas é que muitas mulheres se preocupam apenas com a aparência e são superficiais mesmo.  Elas não se interessam por alguém que não tenha chamado atenção num primeiro momento e não procuram conhecê-lo por puro preconceito.
Tem ainda aquelas que saíram com muitos canalhas e cafas ao longo da vida, que se machucaram muito e que continuam saindo com eles, porque  preferem ter uma relação ruim a  ficar sozinha.
Existem também aquelas que não querem realmente ser respeitadas e valorizadas. É claro que eu estaria sendo muito simplista em reduzir a questão desta forma, mas algumas realmente acreditam que não merecem serem amadas de verdade.

Será que uma autoestima tão baixa explica a aceitação de qualquer tipo de demonstração de carinho ainda que seja de alguém que não está nem aí para você?

Talvez por não se amarem e não se respeitarem o suficiente, muitas mulheres entram em relações autodestrutivas e perdem a oportunidade de conhecer alguém interessante e de ter uma relação bacana. Infelizmente, homens que respeitam e valorizam as mulheres, como este meu colega, acabam sendo deixados de lado.

Um abraço 
Dolly




segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Dependência Emocional







Muitas mulheres são bastante ativas e guerreiras no dia a dia; trabalham, cuidam da casa e dos filhos, lutam por seus sonhos, desejam descobrir a cura para o câncer, explorar outros planetas como Marte, escrever um grande livro como “Crime e Castigo” e muito mais. Entretanto se estão sozinhas parece que a vida perde o sentido.

Por que para nos sentirmos felizes e realizadas precisamos estar ao lado de alguém? Será que não podemos ficar bem sozinhas? Por que será que nós somos tão dependentes emocionalmente?

Ouvindo o relato de algumas mulheres*, fiquei triste em constatar o quanto nós, mulheres, damos demasiada importância aos relacionamentos. É impressionante a energia e o tempo que investimos nas nossas relações, a quantidade de expectativas e esperanças que depositamos nelas e o quanto ficamos dependentes dos homens.
O desejo irrefreável de estar ao lado de um homem pode levar a uma dependência emocional muito devastadora. Os efeitos são os mais diversos possíveis, a seguir estão listados alguns males causados pelo uso indiscriminado de homem:

A curto prazo, os efeitos comportamentais típicos são:
  1. período inicial de euforia (sensação de bem-estar e felicidade).
  2. perda da definição de tempo e espaço: o tempo passa rapidamente quando estamos ao lado do homem amado e mais lentamente quando estamos longe (alguns minutos longe dele podem parecer uma hora ou mais), e as distâncias são calculadas muito maiores do que realmente são (a distância em que você está do homem amado).
  3. perda do equilíbrio e estabilidade emocional.
  4. alteração da memória recente (não se recordar das desculpas que ele disse por não ter ido nos últimos encontros, esquecer as mentiras que ele inventou por estar com outra mulher, os defeitos e imperfeições dele, etc.)
  5. falha nas funções intelectuais e cognitivas.
  6. maior fluxo de idéias, pensamento mais rápido que a capacidade de falar, dificultando a comunicação oral, a concentração, o aprendizado e o desenvolvimento intelectual.
  7. Perda de apetite (enfim, uma boa notícia).
Doses mais altas podem levar a:            
  1. alucinações, ilusões e paranoias (ideias de futuro namoro, casamento, filhos).
  2. pensamentos confusos e desorganizados (será que ele me ama tanto quanto eu o amo? Será que ele vai me achar tão bonita quanto no dia que me conheceu?)
  3. despersonalização (tudo o que ele diz, você acaba concordando; você aceita tudo o que ele propõe e não contesta nada).
  4. ansiedade e angústia que podem levar ao pânico caso ele esteja ausente ou não se comporte da mesma maneira que no início da relação.
  5. medo de traição ou, ainda pior, de eventual separação.
  6. distorção da realidade.
Os malefícios da dependência de homem

Como qualquer droga, a dependência de homem devasta rapidamente uma mulher que ama demais. E a sua ausência causa uma síndrome de abstinência tão violenta, com sintomas físicos tão dolorosos quanto a de dependentes químicos.
Bastam algumas semanas ou mesmo dias para o aparecimento de alguns sintomas como: desânimo profundo, insônia, ansiedade persistente, agitação intensa e até mesmo depressão. E, muitas vezes, a fim de aliviar a sensação de insatisfação, insegurança, infelicidade e o medo de rejeição, muitas mulheres recorrem a relações problemáticas.

Mas se analisarmos bem, quantas vezes não nos sentimos sozinhas embora estivéssemos na companhia de outras pessoas? Será que não é melhor ficar sozinha a ter uma relação insatisfatoria?

Será que, às vezes, a solidão não é necessária para nos conhecermos melhor? Será preciso ter alguém ao nosso lado para sentirmos prazer em nossa companhia? Ou para fortalecer nossa autoestima e segurança em nós mesmas?

Um abraço

Dolly


 *relatos ouvidos no Encontro de Vigilantes da Autoestima.




segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Tratamento Intensivo de Autoestima



           Um dia conversando com uma amiga constatamos que a autoconfiança e autoestima estão muito pautadas na aparência física atualmente na nossa sociedade.

Crescemos com parâmetros de beleza que não correspondiam à nossa realidade e precisávamos recorrer a uma série de atividades como dietas alimentares, atividades físicas, sessões de beleza, compra de roupas certas para o nosso corpo a fim de nos sentirmos bem e bonitas.
Muitas mulheres que desejam ter uma aparência mais bonita e saudável recorrem a uma grande produção para consegui-la. Mas para fortalecer nossa autoconfiança, será preciso recorrer sempre a esforços externos?
A nossa autoestima está muito relacionada à imagem que temos de nós mesmos, então como fazer para aumentar nossa autoestima e conseguir satisfação com a nossa própria imagem?
Apesar de ser uma pessoa sedentária por natureza e ter leves (não tão leves) inclinações à inércia, eu venho me empenhando na construção de uma autoestima mais saudável e positiva diariamente assim como Gisela Rao monitora a sua por 365 dias*.
É preciso que mudemos alguns hábitos que nos colocam para baixo. A seguir algumas estratégias para resolvermos o problema e nos sentirmos mais feliz com o corpo e com a imagem que temos de nós mesmos:

1.       Power of Self-Confidence: A série de exercícios do Power of Self-Confidence fortalece a autoconfiança e a aumenta a segurança em nós mesmos. Cada novo movimento tonifica ainda mais a confiança. A técnica deve ser praticada todos os dias, mas cuidado para não abusar dos exercícios e cair na arrogância.
2.      Massagem modeladora de Autoestima: Os movimentos da massagem modeladora valorizam nosso potencial, estimulam nosso amor-próprio e fortalecem nosso respeito por nós mesmos. Além disso, reduzem nossa vontade e desejo de sermos outra pessoa.
3.      Cápsulas de generosidade: Elas são indicadas para os casos mais graves de baixa-estima. As cápsulas reduzem a autocrítica constante e cortam pela metade a culpa por eventuais deslizes. Contribuem ainda para maior aceitação de nossa imagem sem tantas recriminações.
4.      Injeções de Autoconhecimento: Só as injeções de autoconhecimento trazem uma percepção positiva de nós mesmos. Com a aplicação do medicamento, conseguimos reconhecer os nossos pontos fortes e fracos.  A partir de várias aplicações, reforçamos nossos pontos fortes e amenizamos os pontos mais fracos, melhorando a qualidade da nossa autoestima.
5.      Risoterapia: O riso tem um potencial relaxador que causa satisfação e bem-estar. Após uma sessão de risoterapia, conseguimos lidar melhor com os problemas do dia-a-dia e descobrimos o lado engraçado das coisas mesmo em situações de grande tensão e estresse. Além disso, as sessões contribuem para levarmos a vida mais leve e de maneira mais positiva e nos fazem sentir melhor e mais dispostos.

Para potencializar os efeitos positivos dos tratamentos realizados, é recomendável que a prática seja regular e esteja aliada a uma reeducação emocional.
            Um abraço
            Dolly

*Referência ao blog Vigilantes da Autoestima de Gisela Rao.



sábado, 7 de agosto de 2010

Complexo de Patinho Feio


Quando era jovem, eu vi que a maioria das minhas colegas era diferente de mim na aparência, no modo de andar e de se movimentar. Eu admirava os seus corpos graciosos e belos e queria ser, um dia, como elas.
Um dia, notei que elas me olharam de um jeito diferente e riram de mim, caçoaram da minha aparência e comentaram, entre elas, que eu era uma ave cinzenta, feia e desajeitada. Ao ouvir tais palavras, corri e me afastei para bem longe.
Com medo de que fosse verdade, procurei uma confirmação de alguém que não pudesse mentir e, assim, olhei a minha imagem na água e para meu espanto, vi que a imagem refletida era realmente feia e desajeitada e com penas cinzentas.

Apenas por ser diferente, devemos ser consideradas desajeitadas e feias pelos outros?

Durante muito tempo, o olhar do outro garante quem somos. Quando esse olhar nos mostra apenas uma imagem negativa de nós mesmos, começamos a acreditar que somos apenas criaturas desengonçadas e sem graça.

Dessa forma, ao olharmos nossa imagem refletida na água, não nos reconhecemos e não conseguimos enxergar a delicadeza das nossas penas brancas, as grandes asas e a elegância do pescoço longo e sinuoso.
Depois de um tempo, encontraremos nossos semelhantes, cisnes como nós, e perceberemos que não estamos mais sozinhos.
Mas se não os encontrarmos, será que perceberemos a nossa beleza um dia?

Se tivéssemos maior autoconfiança e autoestima, deixaríamos que meros patos zombassem de nós?

Um abraço

Dolly

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Uma mente cheia de dor e muitas lembranças


Caras amigas
Nós, mulheres, estamos o tempo todo nos envolvendo com pessoas que nos fazem sofrer e que não nos valorizam de verdade. Depois do fim da relação, sempre nos perguntamos por que com a gente as coisas nunca dão certo. Por que não conseguimos esquecer Fulano ou por que continuamos gostando tanto de Beltrano? E quando percebemos logo estamos obcecadas pelo C, depois D e assim por diante.
E como ainda não inventaram uma fórmula mágica para evitar o fascínio e encanto dos homens-problemas e, infelizmente, ainda não criaram um processo de esquecimento de pessoas como o criado pela empresa Lacuna no filme “O Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças”, temos que tomar algumas precauções.
Uma amiga que superou a separação, a obsessão-maníaca-depressiva e hoje vive super bem (fazendo terapia e tomando o seu Revotril) dá 10 sugestões básicas para sobreviver.
Se você já tentou de tudo para reconquistá-lo (telefonemas, mensagens no celular, e-mail, faixas na rua, serenatas, declaração de amor em carro de som e outros king-kongs do tipo) e ele ainda assim está decidido a não voltar, então chegou a hora de esquecê-lo:

1. Mantenha a distância dele e de tudo que lembre ele. Pegue um saco de lixo grande e jogue fora todas as coisas que ele te deu ou que você guardou de lembrança dos momentos com ele (fotos, ursinhos, camisetas com coraçõezinhos, papel de bombom, rosas secas e mal cheirosas, ticket do estacionamento do restaurante que vocês foram pela 1º vez, etc). Importante: Não guarde nada, se não o processo de “limpeza” não irá funcionar.


2. Apague todos os meios de contato dele (número de telefone da casa dele, do celular, do escritório, dos tios e vizinhos; endereço de casa, e-mail, MSN, Orkut, Facebook, Twitter), pois toda vez que sentir vontade de falar com ele, você não terá como fazê-lo.

3. Depois desse processo, JAMAIS (eu disse JAMAIS!) crie um perfil fake no Orkut para ver como ele está, se está saindo com alguém. JAMAIS procure por “acaso” o contato dele na lista de amigos seus no Facebook. JAMAIS deixe o endereço do MSN a um clique quando estiver on-line.

4. Quando a obsessão-maníaca-depressiva tomar conta de você, desligue o celular, assim você não cairá na tentação de olhá-lo a cada minuto para conferir se ele te mandou uma mensagem.

5. Quando estiver se sentindo sozinha, procure ajuda no seu grupo de apoio (amigas e familiares), ele oferecerá todo o suporte que você merece e precisa.

6. Não fique em casa, chorando pelos cantos ouvindo músicas como “All by myself" no “Diário de Brigdet Jones”, porque você realmente vai se matar. Procure sair, se divertir e relaxar. Nem que seja andar pelo bairro e comprar pãozinho na padaria. Quanto mais a sua mente estiver ocupada, menos espaço terá os pensamentos obsessivos-maníacos-depressivos.

7. Não é porque ele te deixou que você ficará largada, desleixada, se sentindo a última das barangas. Procure a ajuda de especialistas (cabeleireiro, manicure, maquiador, vendedor de lojas de roupas e sapatos, etc) e cuide da sua aparência e da sua auto-estima. Se você não se sentir melhor, pelo menos ninguém vai notar e todos vão te achar linda e maravilhosa. Você pode estar um caco por dentro, mas por fora você é a Gisele Bünchen!

8. Invista em si mesma. Faça inscrições em cursos que você sempre quis fazer, mas não tinha ânimo ou disposição como um curso de ikebana (arranjo de flores), mandarim ou segurança pessoal.

9. Procure não ficar remoendo os fatos passados. Relembrar nos mínimos detalhes os bons momentos que passaram juntos e tal. Se ele realmente se importasse com você, te valorizaria mais e não a faria sofrer tanto.

10. E o principal, se você fez tudo isso e não conseguiu esquecê-lo é porque ele te marcou muito e foi uma grande paixão. Por mais que esteja magoada, não deixe as portas do seu coração fechadas, nunca se sabe quando alguém irá cruzar seu caminho. Se não conseguir encontrar outra paixão, arranje um Zé Mané qualquer e comece a namorá-lo, porque você terá tanta dor de cabeça e stress com o atual que logo esquecerá o ex. Para esquecer uma grande paixão, nada como uma bela enganação.
Um abraço