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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Fidelidade ao time





            Apesar de ser considerado uma grande manifestação cultural e uma forma de entretenimento de milhões de pessoas em todo o mundo, o futebol é encarado hoje como um produto comerciável e altamente rentável.
No momento da contratação, os jogadores analisam os benefícios e vantagens na união com o clube e escolhem de maneira consciente, não se deixando levar apenas pelo lado emocional na hora de assinar o contrato.
O desejo de jogar em clubes de maior projeção nacional ou jogar no exterior, melhores salários e maior reconhecimento público são atrativos que seduzem muito jogadores.
O que também provoca uma alta rotatividade de jogadores nos clubes, já que eles estão sempre atentos a melhores propostas de trabalho e não perdem tempo em trocar de time quando elas surgem.
Assim como muitos atletas que trocam facilmente de clube, alguns homens mudam de mulher como quem troca de camisa. E muitos chegam a jogar em dois clubes ao mesmo tempo. Driblando todos os obstáculos para obter as vantagens de ambos sem grande conflito. 
Mas será possível escolher apenas um?
Será que é possível se manter fiel a um único clube a vida inteira?
É claro que permanecer no mesmo relacionamento não é necessariamente sinônimo de felicidade. No entanto, a fidelidade é um acordo que os jogadores têm que validar a cada jogo e não apenas no dia de vitória.
Como resistir às propostas tão tentadoras dos times adversários?
E como encarar o público depois dessa troca de camisa?

Um abraço
Dolly




sexta-feira, 23 de julho de 2010

Baladas ou Roubadas?



Depois de uma semana exaustiva, em que tive vontade de matar minha chefe, de estrangular meia dúzia de pessoas no meu trabalho e de me jogar do décimo quinto andar; vibrei de tanta felicidade porque, finalmente, havia chegado o final de semana.
Eu me programei a semana inteira para tal, organizei e planejei em todos os detalhes o que fazer (onde, quando, quanto e com quem) nestes dias maravilhosos de descanso.
Fiquei toda animada para sair com os amigos , no entanto, hoje ao me preparar para sair de novo, lembrei-me das últimas (fatídicas) “baladas” e o tudo o que tinha dado errado:
  1. Antes das 2 horas, meus olhos ficaram pesados e eu não parei de bocejar.
  2. Fiquei impaciente porque o lugar estava muito cheio.
  3. Os homens ao meu lado mais pareciam meus irmãos mais novos do que pretendentes a namorado.
  4. Ouvi a maioria das músicas e não conhecia nenhuma ou, ao contrário, conhecia todas as músicas quando era flashback.
  5. Quando tocou uma música conhecida, comecei a pular e dançar freneticamente. Em seguida, tive que sentar e tomar fôlego, porque já estava cansada.
  6. As menininhas na fila do banheiro me chamaram de senhora e me deixaram passar na frente.
  7. Tomei duas doses de caipirinha, fiquei alegrinha e já queria dançar com o segurança.
  8. Não tive paciência em esperar a longa fila na hora de pagar.
  9. Fui embora antes das 3 horas, cansada, exausta e querendo dormir o mais rápido possível.
  10. E a única coisa que peguei foi gripe por sair, no frio e de madrugada, sem casaco.
Depois de tudo isso, eu me pergunto: Por que continuar insistindo em ir em balada? Será que vale a pena arriscar mais um final de semana num programa que pode ser uma roubada?
É duro ter que admitir, mas não tenho mais o pique de antes! (Suspiros) Vou ficar em casa (segura e salva de micos) de pijama de bolinha, assistindo a mais um filme no Supercine, comendo pipoca que ganho mais.
Um abraço
Dolly


quinta-feira, 2 de julho de 2009

Mulheres a beira de um ataque de nervos - Parte II


As mulheres do mundo inteiro lutaram durante anos para conseguir os mesmos direitos que os homens, para conseguir condições de trabalho mais dignas e salários melhores; ser mulher nunca foi uma tarefa fácil. Hoje em dia, a maioria usufrui dessas conquistas de milhares de mulheres anônimas e se orgulha dessas vitórias. Mas há dias em que tudo o que uma mulher deseja é não ser mulher, principalmente nos dias em que está menstruada.




Deveria ser aprovado, pela Constituição, o dia D.M. (Dia da Menstruação). Nesse dia, toda mulher seria liberada de todas as suas obrigações e responsabilidades para ficar em casa descansando sem ninguém para encher as paciências.


Afinal, como se concentrar no que seu chefe está dizendo ou se concentrar no seu trabalho quando você sente que vai arrebentar de tanta dor.


Sem contar que, em alguns casos, o fluxo menstrual é tão grande que se fosse coletar todo o sangue derramado daria para salvar no mínimo três vidas!


Diga-se de passagem que a felicidade da mulher nesses dias só acontece mesmo em comercial de absorventes, porque ninguém fica alegre e feliz usando uma versão menor de fralda por horas e horas durante alguns dias.


A única coisa que não se pode reclamar é de falta de opções. São oferecidas tantas que você se perde.


Imagina o seu marido ou namorado comprando um pacote para você na farmácia:


- Oi, por favor, eu queria um pacote de absorventes. É para minha mulher, sabe.

- Claro. O senhor prefere externo ou interno?

- Hein?!

- Normal ou tipo Tampax, Ob?

- Ah, tá. Acho que normal.

- Certo. Com abas ou sem abas?

- Hum. Acho que...com abas.

- Ultraproteção ou ultrafina?

- Bem, não sei direito. O que é melhor?

- Ultraproteção é melhor para o caso de fluxo menstrual muito intenso e ultrafina é para o dia-a-dia, sabe.

- Pode ser o primeiro mesmo.

- Diurno ou Noturno?

- Putz! Sei lá! Eu levo os dois.

- Certo. Só mais uma coisa, o senhor prefere suave ou seca?

- Ah, deixa pra lá.


Além disso, ela aparece nas horas mais impróprias. Olha só: Você planejou o ano inteiro, juntou dinheiro e no dia que você vai na praia, você percebe: “Merda! Estou menstruada!” Ou, então, depois de muito trabalho árduo, você finalmente vai sair com um cara super interessante e no dia você descobre:“Merda! Estou menstruada!” É muito azar!


Mas o pior mesmo é quando você olha no calendário e começa a contar e nota: “Merda!Eu não estou menstruada!!!” E você entra em pânico, começa a rezar e faz tudo o que é promessa para a danada vir. Por que só há duas situações em que ela não dá o seu ar da graça: ou você está na menopausa (o que seria bom demais e cedo demais para ser verdade!) ou você está grávida! (ave Maria! é bom nem sonhar com essa possibilidade!) E você começa a apelar para todos os santos: “São Longuinho! São Longuinho! Se a minha menstruação vier, eu dou mil pulinhos!”


Você que odiava esse dia, espera com grande ansiedade pela sua chegada. E depois de muito se descabelar, descobre que foi alarme falso, passado o susto, o desconforto de ter o corpo dolorido, os seios e as pernas inchadas, a cabeça latejando e uma cólica terrível, ficar menstruada torna-se tão confortador...É preciso ser mulher para entender isso.


A grande maioria dos homens acha que é um exagero ou frescura de mulher reclamar tanto nesses dias, mas só uma mulher sabe o que é ser uma mulher e menstruada.


Dolly