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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Medo


Outro dia, uma amiga me disse que não queria conhecer um cara que ela tinha conversado na internet e gostado muito porque tinha medo de se apaixonar. 

Na hora em que ouvi aquilo achei um verdadeiro absurdo. Depois fiquei com isso na minha cabeça o dia inteiro e pensei:

Quantas vezes não desistimos das coisas que queremos por conta do medo?

Medo de se apaixonar e de se machucar, medo de tentar e de não dar certo, medo de arriscar e perder algo, medo de ser julgado ou criticado, medo de lutar e conseguir algo ou ainda medo de ser feliz.

O medo pode ser uma forma de nos proteger e de nos preservar de um perigo real ou iminente. Em excesso, ele nos aprisiona, nos torna reféns. O medo nos faz prisioneiros.

Se não fossem nossas inseguranças e receios, às vezes, infundados, poderíamos lutar e encarar nossos medos.

Se confiássemos mais em nosso potencial e não subestimássemos tanto as nossas qualidades, poderíamos aproveitar mais as oportunidades que surgissem no caminho. Talvez cometeríamos mais erros, mas não nos arrependeríamos por nunca ter tentado.

O pior será perceber que a oportunidade passou e que não fizemos nada para agarrá-la. Ao ficar na janela vendo a banda passar, resignados em sermos meros observadores, perdemos a oportunidade de curtir o melhor da festa.

Um abraço

Dolly









domingo, 10 de abril de 2011

A Caixa de Pandora


Por não resistir à curiosidade, Pandora* uma vez abrira uma caixa inadvertidamente e deixou escapar certos sentimentos malignos. Com pressa, tentou fechar a tampa, mas todo o conteúdo da caixa havia escapado, com a exceção de um que ficou no fundo, a esperança.
Ao arrumar o armário, encontrei uma pequena caixa que há tempos estava escondida na bagunça dos papeis e livros. Ao abri-la, encontro ali meu passado mal resolvido, questões pendentes e há tanto tempo esquecidas. Assim como Pandora, deixo escapar sentimentos adormecidos como o medo, o arrependimento, a culpa, a vergonha, a insegurança, a tristeza, a dor. A caixa está aberta.
Tudo ali eram provas do meu crime e diante de um tribunal invisível tento em vão justificar minhas ações.
Apesar de todos os males que nos assombram, conseguiremos seguir em frente?
Será que a esperança também não escapará da nossa caixa?

Um abraço
Dolly

*Referência à personagem  mitológica grega Pandora  – “O livro de Ouro da Mitologia: História de Deuses e Herois” – Thomas Bulfinch



sábado, 19 de fevereiro de 2011

Paralisia

Em muitas ocasiões, nós nos sentimos incomodados com a vida em que vivemos, mas, por uma série de motivos, não nos prontificamos a mudá-la.

Será que acreditamos que a situação irá mudar por si mesma? Ou estaremos esperando uma intervenção divina?
Muitas pessoas acreditam no poder milagroso do destino, do acaso ou da sina e creem que ele irá resolver todos os problemas e, por isso, elas se esquivam de agir e tomar decisões em suas vidas, já que dessa forma não terão que assumir as suas consequências.
Na verdade, ninguém está imune a esta doença conhecida como “paralisia”, ou seja, este estado de imobilidade que impede a ação, a sensação de incapacidade de atuar ativamente na vida.
Por que esperamos os outros agirem por nós?
Agir implica em correr muitos riscos e o medo nos paralisa, toma conta de nós. Como um animal feroz e faminto, ele se alimenta das nossas forças e mais ainda de nossas inseguranças.
Ninguém quer se decepcionar ou quebrar a cara, mas será que é melhor deixar a situação do jeito que está? Por quanto tempo, seremos conduzidos por esta paralisia? Como nos prevenir do medo que nos aniquila?
Um abraço
Dolly



segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Jogo do Amor



Apesar de tantas diferenças, homens e mulheres solteiros estão em busca de um(a) bom(a) parceiro(a) para se relacionar, certo?

Então, será que no amor, assim como no jogo, o que se precisa é de um pouco de sorte?

Assim como numa partida de cartas, os parceiros numa relação têm o objetivo de ganhar o jogo. Durante a disputa, será preciso entrar em acordo, para que não ocorram disputas e desentendimentos desnecessários entre os dois e para que o jogo não termine antes do combinado.
Na hora de jogar, prestar a atenção aos detalhes, aos sinais que o(a)  nosso(a) parceiro(a) enviar é essencial para garantir uma boa partida.

Mas será que é possível ganhar, se possuirmos apenas cartas ruins na mão?

Se não tivermos nenhuma carta boa na mão nem mesmo um curinga para ajudar, como driblar as adversidades na hora de descartar as cartas recebidas?

Este não é um jogo para se jogar sozinho, portanto, jogar em parceria será fundamental para conseguir ganhar. 

Será que poderemos confiar na jogada do(a) nosso(a) parceiro(a)? Além disso, poderemos encontrar parceiros(as) que não são compatíveis com nosso estilo de jogo, o que faremos se isso acontecer? Abandonaremos a partida?

É claro que alguns jogadores poderão aceitar ou recusar o desafio e sair antes do jogo, abandonando o(a) parceiro(a) e deixando vago o lugar na mesa. Por isso, muitas pessoas evitam jogar com medo de arriscar tudo e perder.

Como num jogo de cartas se não nos arriscarmos, será que iremos conseguir viver plenamente? 

O medo do fracasso é um grande fardo nos ombros daqueles que querem jogar ou se relacionar com alguém. Se nunca tentarmos jamais saberemos se vamos ganhar ou perder. Ou estaremos fadados a jogar paciência sozinhos.O risco é inevitável na vida!

Um abraço

Dolly