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domingo, 13 de março de 2011

Cidades em Ruínas

Uma amiga me ligou desesperada e disse o quanto ela está arrasada com o fim de sua relação amorosa e que tem sofrido muito por conta disso. Ela me fez uma série de perguntas, as quais não soube responder:

O que eu posso fazer se ele não sai da minha cabeça? Se a todo instante, me vem a sua imagem na lembrança? O que eu faço se todos os meus pensamentos costumam se dirigir em sua direção? Se desejo ficar o tempo todo em sua presença? O que devo fazer para ele voltar? Para não me esquecer? O que devo fazer para suportar a sua ausência? Como conseguir viver se ele não estiver comigo?

Esta situação nos parece bastante familiar, não? Quem já passou por isto, sabe o quanto é difícil e doloroso superar a separação e seguir em frente.
O sofrimento dela me fez lembrar a destruição no Japão. A dor é como uma cidade arrasada por um tsunami. Com sua força e violência, engole casas e carros, arrasta navios, coloca edifícios no chão. Por onde passa, deixa seus rastros de devastação. Deixa cidades em ruínas.
Milhares de pessoas desabrigadas, outras centenas soterradas e mortas; impotentes, vemos a desolação dos sobreviventes, ainda amedrontados, arrasados com tudo o que aconteceu. 
Assim como eles, essa minha amiga está ansiosa por um auxílio e não sabe o que fazer e nem por onde começar restabelecer a ordem em sua vida.

O que devemos fazer diante de nossas cidades em ruínas?
Será que teremos forças suficientes para nos reconstruirmos?
Em meio ao caos, onde encontraremos um abrigo?
Será que uma equipe de resgate virá nos salvar?
Existem meios de nos prevenir contra os eventuais rompimentos que surgirem em nossas vidas assim como os terremotos no futuro?

Um abraço
Dolly





  




domingo, 27 de fevereiro de 2011

Por que as mulheres se envolvem com homens que não se importam com elas?

Um dia, eu conversei com um colega sobre relacionamentos e ele estava muito bravo e indignado com a classe feminina. Ele disse que era um cara legal, que respeitava as mulheres e tal, fazia tudo por elas e, no final, era sempre ignorado.
Ele disse que muitas mulheres reclamam do comportamento dos homens, que todos eles são canalhas, cafajestes e cachorros, mas ele não entendia por que, então, elas escolhiam justamente estes tipinhos para se envolver ao invés dele.

Por que será que as mulheres se envolvem com homens que não se importam com elas?

Não tenho uma resposta certa, só algumas teorias em mente. Uma delas é que muitas mulheres se preocupam apenas com a aparência e são superficiais mesmo.  Elas não se interessam por alguém que não tenha chamado atenção num primeiro momento e não procuram conhecê-lo por puro preconceito.
Tem ainda aquelas que saíram com muitos canalhas e cafas ao longo da vida, que se machucaram muito e que continuam saindo com eles, porque  preferem ter uma relação ruim a  ficar sozinha.
Existem também aquelas que não querem realmente ser respeitadas e valorizadas. É claro que eu estaria sendo muito simplista em reduzir a questão desta forma, mas algumas realmente acreditam que não merecem serem amadas de verdade.

Será que uma autoestima tão baixa explica a aceitação de qualquer tipo de demonstração de carinho ainda que seja de alguém que não está nem aí para você?

Talvez por não se amarem e não se respeitarem o suficiente, muitas mulheres entram em relações autodestrutivas e perdem a oportunidade de conhecer alguém interessante e de ter uma relação bacana. Infelizmente, homens que respeitam e valorizam as mulheres, como este meu colega, acabam sendo deixados de lado.

Um abraço 
Dolly




segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Dieta Balanceada?

Infelizmente, na vida não há respostas tão simples para as nossas perguntas, especialmente quando se trata de relacionamentos. E como nós, mulheres, não recebemos manual de instrução para as situações difíceis e delicadas e não existe um curso preparatório para compreender o universo masculino, surgem às terríveis dúvidas que nos fazem perder o controle:
“Por que os homens querem (e necessitam) tanto de sexo? Será apenas uma questão biológica ou também é cultural?”
A diferença entre o impulso sexual masculino e feminino é um fator que tem causado desentendimentos e discussões entre os dois sexos. Muitas pesquisas e estudos afirmam que os hormônios são decisivos nessa história. A testosterona, um hormônio masculino, estimula o desejo sexual e está presente em homens e mulheres, mas, em quantidade maior neles. Por isso, o impulso sexual é maior na ala masculina já que as mulheres têm menos testosterona*.
O impulso sexual pode ser comparado ao desejo pela comida. Boa parte dos homens sente vontade de comer a todo instante e eles não costumam abrir mão do prazer de comer bem! Cheios de energia, aproveitam todas as oportunidades que lhe aparecem para saciar seus desejos e matar a fominha.
E o desejo feminino? Ele é levado em consideração nesta hora?
Revistas, livros, filmes e novelas têm mostrado que as mulheres estão cada vez mais interessadas no próprio prazer e procuram cada vez mais satisfazer seus apetites gastronômicos. Mas é isso o que realmente acontece na maioria dos casos?
Muitas mulheres não se entregam (ou não sabem se entregar) ao desejo e moderam constantemente o apetite. Será que as mulheres, de modo geral, não sentem fome? Ou elas reprimem muito mais suas vontades do que os homens? Será que elas ficam mais felizes em saciar a fome dos parceiros do que as suas próprias?
É claro que além do aspecto biológico, fatores culturais, emocionais até morais e religiosos entram na equação, visto que muitas delas foram educadas para corresponder às expectativas e vontades masculinas e, sem levar em conta as suas necessidades, acabam fazendo qualquer coisa para satisfazer seus parceiros.
Algumas, no entanto, usam a comida como arma, oferecendo-a ou recusando-a a fim de obter vantagens (como algum ganho financeiro, a promessa de um casamento, etc) e não como forma de obtenção de prazer.
Você já reparou que muitas mulheres abrem mão de uma refeição completa e só vivem a base de salada? Mudam constantemente de cardápio e seguem uma hora a dieta das cores outra a dieta da moda. Poucos homens entendem, mas a recusa delas em comer pode estar relacionada à pressão em ter que fazê-lo a todo instante e o que antes era prazeroso torna-se um fardo, uma obrigação.
Além disso, não são poucas as que usam a comida como um meio de aliviar suas tensões e frustrações do dia a dia.  Como não conseguem resistir às inevitáveis “tentações da carne”, fazem ataques generosos a todo tipo de comida altamente calórica (fast food, massas, doces, feijoadas, etc) e depois de comer, se sentem culpadas e ficam cheias de remorsos.
Mas não dá para viver se recriminando à mesa e nem continuar comendo só para satisfazer o parceiro. Respeitar os limites um do outro é fundamental.
Quando homens e mulheres respeitarão as necessidades e desejos um do outro? E quando nós, mulheres, assumiremos o controle do nosso apetite sem ter que nos sacrificar em nome de uma relação?
Um abraço
Dolly


*Referência ao texto “Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor” de Allan Pease e Barbara Pease

domingo, 3 de outubro de 2010

Eleições para namorado

Antes de escolher um candidato para presidente, governador, senador e deputado, foi necessário pesquisar o passado dos candidatos, analisar as propostas para decidir quais seriam eleitos, não é mesmo?
O mesmo acontece na hora de escolher o candidato a namorado, antes de tomar a decisão, é fundamental pensar e pesquisar tudo sobre ele:
                                                     
1.      Pesquisar o passado do candidato
Seja por meio de comunidades virtuais (Orkut, facebook ou MSN), seja em conversas com amigos e parentes do candidato; procure conhecer a história de vida, o perfil do candidato, sua maneira de pensar e agir antes de elegê-lo. Assim ficará mais fácil evitar surpresas desagradáveis no futuro.
Avalie o comportamento e atitudes do candidato no período de campanha eleitoral. Verifique se ele está realmente comprometido com o seu trabalho e observe o seu desempenho nos debates, nos comícios e, principalmente,  no corpo-a-corpo com a eleitora.

2.  Analisar as propostas
Todo ano eleitoral é a mesma coisa, os candidatos prometem mundos e fundos, mas quando eleitos dificilmente cumprem o que prometeram nas campanhas políticas.
Preste bem atenção nas propostas apresentadas pelos candidatos para poder cobrá-las depois. Por isso, precisamos saber, especificamente, o que os candidatos têm de concreto para oferecer e atender aos nossos interesses e expectativas.
          Quais são as propostas do candidato? O que ele pretende fazer, caso seja eleito? Ele quer um relacionamento mais sério ou apenas curtição? Ele corre atrás apenas no momento em que ele necessita e não tem ninguém disponível ou ele realmente se preocupa com nosso bem-estar?

3.     Lei da Ficha Limpa
Este é um item importante, afinal você descobrirá se o perfil do candidato combina com a sua ideologia. Aqueles que não preencherem os requisitos terão a candidatura barrada pela Lei da Ficha Limpa.
Os candidatos que estão envolvidos em casos de traição, os que abusam das mulheres (emocionalmente, fisicamente e financeiramente) ou que fogem categoricamente de qualquer relacionamento sério são fortes candidatos a fichas-sujas e terão a candidatura desaprovada pelo TCE (Tribunal de Contas Emocional).
No entanto, a maioria dos casos dependerá do julgamento individual no TRE (Tribunal Regional Emocional), a decisão costuma variar conforme as crenças e opiniões das juízas. Há muitos casos de candidatos que não foram condenados em última instância pela Justiça, mas que possuem um vasto currículo de punições por tribunais estaduais ou de contas.
                                                                                                                                             
Depois de analisado todos os dados é chegado o momento de escolher o seu candidato. Na hora de decidir, não só a emoção deve ser levada em consideração, mas também a razão. E escolher um candidato apenas porque ele é bonito e simpático e porque ele tem um alto índice de popularidade, não vai adiantar a resolver os problemas que aparecerão na relação dos dois. 
Escolha de maneira consciente para depois não se arrepender.

Boas eleições
Um abraço
Dolly





segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Dependência Emocional







Muitas mulheres são bastante ativas e guerreiras no dia a dia; trabalham, cuidam da casa e dos filhos, lutam por seus sonhos, desejam descobrir a cura para o câncer, explorar outros planetas como Marte, escrever um grande livro como “Crime e Castigo” e muito mais. Entretanto se estão sozinhas parece que a vida perde o sentido.

Por que para nos sentirmos felizes e realizadas precisamos estar ao lado de alguém? Será que não podemos ficar bem sozinhas? Por que será que nós somos tão dependentes emocionalmente?

Ouvindo o relato de algumas mulheres*, fiquei triste em constatar o quanto nós, mulheres, damos demasiada importância aos relacionamentos. É impressionante a energia e o tempo que investimos nas nossas relações, a quantidade de expectativas e esperanças que depositamos nelas e o quanto ficamos dependentes dos homens.
O desejo irrefreável de estar ao lado de um homem pode levar a uma dependência emocional muito devastadora. Os efeitos são os mais diversos possíveis, a seguir estão listados alguns males causados pelo uso indiscriminado de homem:

A curto prazo, os efeitos comportamentais típicos são:
  1. período inicial de euforia (sensação de bem-estar e felicidade).
  2. perda da definição de tempo e espaço: o tempo passa rapidamente quando estamos ao lado do homem amado e mais lentamente quando estamos longe (alguns minutos longe dele podem parecer uma hora ou mais), e as distâncias são calculadas muito maiores do que realmente são (a distância em que você está do homem amado).
  3. perda do equilíbrio e estabilidade emocional.
  4. alteração da memória recente (não se recordar das desculpas que ele disse por não ter ido nos últimos encontros, esquecer as mentiras que ele inventou por estar com outra mulher, os defeitos e imperfeições dele, etc.)
  5. falha nas funções intelectuais e cognitivas.
  6. maior fluxo de idéias, pensamento mais rápido que a capacidade de falar, dificultando a comunicação oral, a concentração, o aprendizado e o desenvolvimento intelectual.
  7. Perda de apetite (enfim, uma boa notícia).
Doses mais altas podem levar a:            
  1. alucinações, ilusões e paranoias (ideias de futuro namoro, casamento, filhos).
  2. pensamentos confusos e desorganizados (será que ele me ama tanto quanto eu o amo? Será que ele vai me achar tão bonita quanto no dia que me conheceu?)
  3. despersonalização (tudo o que ele diz, você acaba concordando; você aceita tudo o que ele propõe e não contesta nada).
  4. ansiedade e angústia que podem levar ao pânico caso ele esteja ausente ou não se comporte da mesma maneira que no início da relação.
  5. medo de traição ou, ainda pior, de eventual separação.
  6. distorção da realidade.
Os malefícios da dependência de homem

Como qualquer droga, a dependência de homem devasta rapidamente uma mulher que ama demais. E a sua ausência causa uma síndrome de abstinência tão violenta, com sintomas físicos tão dolorosos quanto a de dependentes químicos.
Bastam algumas semanas ou mesmo dias para o aparecimento de alguns sintomas como: desânimo profundo, insônia, ansiedade persistente, agitação intensa e até mesmo depressão. E, muitas vezes, a fim de aliviar a sensação de insatisfação, insegurança, infelicidade e o medo de rejeição, muitas mulheres recorrem a relações problemáticas.

Mas se analisarmos bem, quantas vezes não nos sentimos sozinhas embora estivéssemos na companhia de outras pessoas? Será que não é melhor ficar sozinha a ter uma relação insatisfatoria?

Será que, às vezes, a solidão não é necessária para nos conhecermos melhor? Será preciso ter alguém ao nosso lado para sentirmos prazer em nossa companhia? Ou para fortalecer nossa autoestima e segurança em nós mesmas?

Um abraço

Dolly


 *relatos ouvidos no Encontro de Vigilantes da Autoestima.




segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Jogo do Amor



Apesar de tantas diferenças, homens e mulheres solteiros estão em busca de um(a) bom(a) parceiro(a) para se relacionar, certo?

Então, será que no amor, assim como no jogo, o que se precisa é de um pouco de sorte?

Assim como numa partida de cartas, os parceiros numa relação têm o objetivo de ganhar o jogo. Durante a disputa, será preciso entrar em acordo, para que não ocorram disputas e desentendimentos desnecessários entre os dois e para que o jogo não termine antes do combinado.
Na hora de jogar, prestar a atenção aos detalhes, aos sinais que o(a)  nosso(a) parceiro(a) enviar é essencial para garantir uma boa partida.

Mas será que é possível ganhar, se possuirmos apenas cartas ruins na mão?

Se não tivermos nenhuma carta boa na mão nem mesmo um curinga para ajudar, como driblar as adversidades na hora de descartar as cartas recebidas?

Este não é um jogo para se jogar sozinho, portanto, jogar em parceria será fundamental para conseguir ganhar. 

Será que poderemos confiar na jogada do(a) nosso(a) parceiro(a)? Além disso, poderemos encontrar parceiros(as) que não são compatíveis com nosso estilo de jogo, o que faremos se isso acontecer? Abandonaremos a partida?

É claro que alguns jogadores poderão aceitar ou recusar o desafio e sair antes do jogo, abandonando o(a) parceiro(a) e deixando vago o lugar na mesa. Por isso, muitas pessoas evitam jogar com medo de arriscar tudo e perder.

Como num jogo de cartas se não nos arriscarmos, será que iremos conseguir viver plenamente? 

O medo do fracasso é um grande fardo nos ombros daqueles que querem jogar ou se relacionar com alguém. Se nunca tentarmos jamais saberemos se vamos ganhar ou perder. Ou estaremos fadados a jogar paciência sozinhos.O risco é inevitável na vida!

Um abraço

Dolly



segunda-feira, 16 de agosto de 2010

As fases da Lua



   Por muito tempo uma das questões que mais intrigou os homens foi a imprevisibilidade  e instabilidade feminina. Muitos buscaram uma explicação para o fato e, até hoje, eles insistem em querer compreender tal fenômeno.
     Será que essa mudança de humor está relacionada aos hormônios femininos? À oscilação das ondas do mar? Ou à influência das fases da Lua?
     Assim como o aspecto da Lua se modifica diariamente; nós, mulheres, também estamos em constante mudança. Sim, somos muito parecidas com ela e temos uma grande oscilação de fases. À medida que os fatos e circunstâncias mudam, nosso olhar sobre as coisas se transforma e, assim, agimos diferente a cada momento. 
    Isso acontece também com os homens, mas o fato é mais perceptível nas mulheres, portanto, conhecer melhor cada uma das fases lunares da mulher ajudará os homens a lidar melhor com as emoções e atitudes da parceira. A seguir, as características mais comuns de cada uma das quatro principais fases:

  1. Lua Cheia: A fase mais luminosa e brilhante. A mulher nesta fase irradia amor, apoio e segurança. Ela se mostra mais claramente e por inteira ao parceiro. É mais confiável, acolhedora e sempre se coloca à disposição e proteção do outro.
  2. Lua Minguante: A fase mais misteriosa e oculta. A introspecção ocorre facilmente para a mulher nesta fase. Ela está sempre distante do presente e por isso torna-se fria e distante dos outros. Quer se isolar e se esconder do mundo. Fica arredia e impaciente quando é importunada.
  3. Lua Nova: A fase mais sombria e soturna. Nesta fase a mulher possui uma energia muito forte, mas ela pode manifestar-se de maneira tanto construtiva, como destrutiva, dependendo do momento. Quando a mulher se exalta, as emoções e os sentimentos podem assumir uma forma caótica e desordenada, fazendo com que ela perca o controle de suas atitudes.
  4. Lua Crescente: A fase mais impulsiva e aventureira. A mulher consegue expor sua feminilidade com muita espontaneidade nesta fase. Precisa de todo o espaço para expandir-se e manifestar-se. Ela é livre, não admite ficar presa a ninguém. Está sempre mudando, inquieta e instável. Luta pela liberdade, pela independência e autonomia. 



    Algumas fases duram poucas horas e desaparecem quase sem deixar lembranças. Enquanto outras parecem se estender por noites e noites. No entanto, não podemos ser estigmatizadas por esta instabilidade, pois a Lua se move a cada instante e suas fases mudam constantemente. Como ela, nós temos também infinitas fases que variam de acordo com nosso humor, com as emoções e circunstâncias.   
   Somente observando e reconhecendo as fases lunares da Mulher é que os homens poderão criar condições para melhorar e transformar a sua relação com sua parceira de forma mais equilibrada e plena.

    Um abraço

    Dolly