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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Síndrome de Beck Bloom

Rebeca Bloom ou Beck Bloom* é uma jornalista financeira que ensina as pessoas como economizar o seu dinheiro, mas que não consegue resistir às tentações do consumo compulsivo, ela vive endividada e foge do seu gerente de banco como o diabo da cruz.
Você já deve ter sofrido da Síndrome de Beck Bloom. Sabe a sensação quando você entra numa loja ou no shopping e sai de lá carregada de sacolas de compras? Uma sensação de êxtase invadindo o corpo? Empolgação? Animação? Entusiasmo?
Mas e depois quando a fatura do cartão chega em casa e você simplesmente não acredita que gastou tudo aquilo de dinheiro em roupas e acessórios? Você entra em desespero e fica angustiada com as próximas faturas? Seu salário nunca é suficiente para pagar as suas dívidas? Você está sempre endividada?
Pois é, descobri que eu sofro desta Síndrome! (Suspiros)
Ultimamente ando tão apertada (e não é o cinto que comprei que tem feito isso comigo). Este mês, por exemplo, fiquei completamente endividada. Fiquei tão preocupada que comecei a fazer um curso de finanças para mulheres (on-line e grátis, é claro!). Quem sabe assim poderia controlar mais os meus gastos e ainda economizar uma graninha. Tentei seguir os passos do curso e no final só consegui entrar em desespero ao ver minha conta sair do vermelho para púrpura.
Uma das dicas que comecei a seguir é anotar todos os gastos diários e depois conferir onde exatamente estou gastando. Obediente, anotei tudo na minha agendinha (que acabei comprando para anotar os gastos!). O maior problema era sair de casa; toda vez que saía, no final, acabava gastando até o que não podia. Resolvi que a solução seria passar os próximos 30 dias em casa! Se eu era convidada para ir algum lugar (barzinho, show, teatro, etc), tentava fazer as contas mentalmente de quanto eu iria gastar (dinheiro para a entrada, gasolina, estacionamento, comida e, claro, roupas novas) e acabava desistindo de sair. Hoje não tenho mais vida social, mas pelo menos estou economizando! (o correto seria “não gastando”)
Sem contar que todo dia no meu trabalho tenho que contribuir com as malditas listas para não parecer uma desalmada insensível e escrota: uma hora é lista de presentes para fulana que se aposentou, outra hora é coroa de flores para avó de alguém que morreu, outra é para comprar presente para beltrana que teve um bebê. Não há dinheiro que resista no final do mês.!
Agora que estava começando a juntar uma grana, tenho que pagar o conserto do meu carro (que bati de novo! Tinha atingido o recorde de 190 dias sem acidentes!) e, para piorar a situação, descubro que tenho duas multas para pagar (Que merda! Droga de radar! Nem tinha corrido muito, eu tinha que passar os motoristas que são muito lerdos à noite!)
Onde vai parar o meu dinheiro?
Eu sei onde ele vai parar... no ralo! Estou me controlando e tomando algumas precauções: não saio de casa com fome e com cartão de crédito na carteira, ando de óculos escuros até dentro do shopping para não ver as vitrines e promoções e não assisto mais TV para não ficar com vontade de comprar nada.


Um abraço
Dolly

*Rebeca Bloom é personagem do livro “Os Delírios de Consumo de Beck Bloom” de Sophie Kinsella

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Pecado Capital


Hoje em dia, as mulheres vivem obcecadas por dietas, fazem tudo para conquistar um corpo magro. Numa festa ou jantar, diante de uma variedade de pratos, elas ficam tentadas a provar cada uma das iguarias ali presente.


No entanto, ao se entregarem a esse mundo de prazeres, sabores e aromas; a satisfação, logo, é substituída por um imenso sentimento de culpa.


Como experimentar novas sensações sem sentir tanto remorso?


Como controlar os desejos diante de tantas tentações ao nosso redor?


Como resistir, por exemplo, à atração por uma pessoa, estando com outra?


Sem grandes conflitos, muitos homens desejam várias mulheres e continuam amando suas esposas ou namoradas. No entanto, é comum as mulheres se culparem ao sentirem atração por outros que não sejam os seus companheiros.


A maioria das mulheres não admite, mas se sente lisonjeada, com a auto-estima lá em cima, diante das investidas de um completo desconhecido, de um elogio de um colega de trabalho ou mesmo de um vizinho.


Algumas fingem que nada aconteceu, outras resistem a proposta; enquanto outras, depois de muita insistência, aceitam a aventura.

Será que as mulheres casadas ou solteiras, ao se sentirem solitárias e entediadas, são tentadas a trair?


Ou será que o companheiro dispensa pouca ou nenhuma atenção a ela?


Ou elas são infieis apenas quando se sentem atraídas ou apaixonadas por determinado homem?


Não é a atração que faz alguém trair o outro, "sentir atração por outro homem, mesmo tendo parceiro, é totalmente natural. Se, a partir daí, vai acontecer alguma coisa e se isso implicará conflito, depende da mulher e do acordo entre o parceiro".1


Será que existe um único culpado na traição?


Segundo o dicionário Aurélio, trair significa ser infiel, ou seja, desleal, que não é digno de confiança. Não está sendo sincero e honesto aquele que trai a confiança do outro. E a infidelidade está relacionada a essa quebra de confiança, ao não cumprir o compromisso assumido com o parceiro.


Será que vale a pena arriscar uma relação em nome de uma atração passageira?


E o que fazer para não se entregar aos desejos?


Dolly


1. Vera Furia, mestre em psicologia clínica pela PUC-SP e autora do livro Mulher, Arquivo Confidencial.