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segunda-feira, 18 de julho de 2011

As Estratégias da Guerra*


Muitas amigas reclamam das dificuldades encontradas para arrumar um namorado. Segundo seus relatos, elas enfrentam verdadeiras batalhas na guerra do amor e acabam, invariavelmente, feridas (emocionalmente) ou vencidas pelo desânimo, pelo medo ou pela desconfiança e desistem de lutar.
Como conselheira amorosa de botequim, percebi que algumas delas (inclusive eu) desconheciam “A arte da guerra”* no Amor. A partir de leituras, minhas próprias experiências e observações de casos de amigas e conhecidas, resolvi publicar alguns Princípios que norteiam essa guerra.

1.    Planejamento Inicial: Assim como na guerra, para atingir seu objetivo (conseguir um namorado) é preciso primeiro definir o alvo que você deseja atingir (O que você quer? Qual é tipo de pessoa você quer conquistar? Qual é o seu perfil?). “Uma vez fixado, todas as ações deverão estar orientadas na sua conquista e, apesar das circunstâncias da guerra, não se deve perdê-lo de vista”**

2.    Estratégia Ofensiva: Em seguida, deve-se definir estratégias de combate (Como conseguir atingir suas metas?) e táticas para alcançar o objetivo estabelecido. É imprescindível planejar e executar ações ofensivas – “Uma ação ofensiva assegura a iniciativa das ações, estabelece o ritmo das operações, determina o curso do combate e explora a fraqueza do inimigo”**.

3.    Fraquezas e forças: É necessário conhecer a força do seu exército (Quais são as armas para atingir seu objetivo? Quais são seus pontos fortes? Sua inteligência? Seu corpo? Seu humor? Seu sex appeal? E quais são seus pontos fracos?) para agir com confiança e segurança.  Acredite em seu potencial, trabalhe melhor suas fraquezas e se tornará invencível.

4.    Manobras: Sun Tzu Sun afirma: "Entra em ação somente depois de fazer a devida avaliação”***. Torna-se imprescindível a obtenção de informações sobre seu alvo (Quais são as suas necessidades e motivações? Que interesses, gostos e crenças ele tem?) para a preparação para o embate e para obtenção de vantagem em relação aos seus inimigos (potencias rivais).

Para vencer todas as batalhas, deve-se ter em consideração esses princípios e, talvez, assim será possível vencer os exércitos, tomar as cidades e ganhar o coração do amado.

Um abraço
Dolly

Referências:
*Título e tema inspirado no livro “A arte da Guerra” de Sun Tzu. http://www.culturabrasil.org/zip/artedaguerra.pdf

** Citação de trechos de artigo “Princípios da Guerra”. http://www.suntzu.hpg.ig.com.br/cap0pg.htm


*** Citação de trechos de artigo “A arte da Guerra” - Wikipédia. http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Arte_da_Guerra#Cap.C3.ADtulos







domingo, 12 de junho de 2011

O Dia dos Namorados


Há exatos três anos, eu escrevi sobre a angústia que antecede o dia dos namorados, principalmente, se você não tem um. Passados três anos, a situação continua a mesma, mas pelo menos a angústia diminuiu um pouco.

Mas por que essa necessidade constante de autoafirmação por meio do outro? Por que nós temos que ter um namorado para sermos felizes e realizadas?

Depositamos todas as nossas expectativas e esperanças em nossas relações. E quando elas não se concretizam (afinal, nem sempre é possível realizá-las) nos frustramos e nos decepcionamos muito.

Acredito que seja uma carga muito grande para qualquer ser humano a de se tornar responsável pela felicidade alheia. Imagine só, nós mal conseguimos garantir a nossa felicidade e esperamos que o outro nos faça felizes.

Será que não somos muito exigentes em nossas relações? Será que nossas expectativas não são altas demais? Não poderemos ser felizes solteiras?

Um abraço

Dolly


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Eleições para namorado – Parte II


        
 As eleições do 2º turno terminaram e alguns candidatos a namorados foram eleitos, no entanto, o fato deles terem sido eleitos não garante um mandato vitalício. É preciso avaliar constantemente o comportamento e atitudes dos namorados enquanto comprometidos (ou não) com seus mandatos.
Na atual Constituição Emocional, o artigo 568 especifica as várias ocasiões em que o namorado pode vir a ser processado. Se ele cometer um crime emocional, será julgado pelo Supremo Tribunal Emocional e estará sujeito ao processo de Impeachment*.
Impeachment corresponde ao impedimento, que tem como objetivo retirar ou exonerar do cargo o namorado eleito. Para a realização do Impeachment o Parlamento (a namorada) é responsável pela acusação, que pode envolver crime de irresponsabilidade, descumprimento das normas constitucionais e violação dos direitos contidos na mesma.


Processo de Impeachment

A abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito, ou seja, a namorada e amigas) é o primeiro passo a ser adotado pelo Parlamento para apurar as denúncias feitas contra o namorado.  A partir do momento em que o relatório da CPI é aberto, é solicitada a abertura de um processo de Impeachment baseado nas provas apresentadas pela CPI.
Em seguida, encarregam-na de apresentar um relatório confirmando ou não as denúncias, sendo que é dado ao acusado o direito de defesa (se ele conseguir apresentar provas contrárias ou tiver uma boa argumentação para refutá-las). Se houver confirmação das provas apresentadas nada mais resta à CPI. Se a sentença final é acusatória, o acusado não retorna mais ao cargo, sendo imediatamente substituído pelo Vice (na falta de um, arranja-se um suplente).
O Parlamento inicia o processo de Impeachment a partir das denúncias de deslizes cometidos, perda de confiança, crime de irresponsabilidade, descumprimento das normas instituídas na constituição e violação dos direitos contidos na mesma.
O descumprimento das normas instituídas na constituição pode ser:
                                                                                                                                 
·         Dupla Filiação Partidária** 
Ocorre a duplicidade de filiações quando um candidato, já filiado a um Partido Político (uma mulher) filia-se a outro sem a observância das exigências legais, mantendo vínculo partidário com mais de um Partido (ou seja, mais de uma mulher).
Muitas vezes, o cidadão desfilia-se de um partido com o intuito de filiar-se a outro, especialmente com intenção de concorrer a mandatos eletivos em eleições futuras. Ocorre que nem sempre o interessado cuida de desligar-se formalmente do seu Partido antigo, vinculando-se a novo Partido antes mesmo de extinguir a sua anterior relação partidária.
A Lei nº 9.096/08 disciplinou em parte a forma de filiação e desfiliação partidária, prescrevendo, no parágrafo único do art. 222, que ocorrendo a dupla filiação ambas serão consideradas nulas para todos os efeitos.
·         Abuso de poder***

Desta feita, considerando a Constituição Emocional, em essência, um instrumento jurídico limitador do fenômeno político, é nela em que primeiro encontramos previsão de coibição ao abuso de poder (emocional, físico e financeiro) do exercício de função, cargo ou emprego no mandato.
O Código Emocional, além da cláusula geral expressa no art. 372, traz como tipo de crime emocional (art. 300) "valer-se da sua autoridade para coagir alguém a fazer ou não fazer algo contra a sua vontade", podendo ser punido com até seis meses de detenção.
O uso do poder é prerrogativa da autoridade. Mas o poder há que ser usado normalmente, sem abuso. A utilização desproporcional do poder, o emprego arbitrário da força e da violência constituem formas abusivas do uso do poder, não toleradas pelo direito e justificadores dos atos que as encerram. Daí por que todo ato abusivo é nulo, por excesso ou desvio de poder. 

Restando configurada a dupla filiação ou o abuso de poder, o candidato poderá ter o mandato impugnado. Será indeferida a candidatura visto que não possui condições de elegibilidade.
Quando um namorado é afastado em decorrência do processo de Impeachment, é destituído do cargo e está privado definitiva ou temporariamente de seus direitos de candidatar-se nas futuras eleições ao cargo de cônjuge ou marido.
Um abraço
Dolly
                                         
*Referência a artigos: “Impeachment” de Eduardo de Freitas e “A História do Impeachment” de Voltaire Schilling.
** “Dupla Filiação Partidária” de Francisco Marcio de Oliveira.
*** “Abuso de Poder Político nas eleições” de Márcio Rodrigo Kaio Carvalho Pires.

                                                                                                         


domingo, 3 de outubro de 2010

Eleições para namorado

Antes de escolher um candidato para presidente, governador, senador e deputado, foi necessário pesquisar o passado dos candidatos, analisar as propostas para decidir quais seriam eleitos, não é mesmo?
O mesmo acontece na hora de escolher o candidato a namorado, antes de tomar a decisão, é fundamental pensar e pesquisar tudo sobre ele:
                                                     
1.      Pesquisar o passado do candidato
Seja por meio de comunidades virtuais (Orkut, facebook ou MSN), seja em conversas com amigos e parentes do candidato; procure conhecer a história de vida, o perfil do candidato, sua maneira de pensar e agir antes de elegê-lo. Assim ficará mais fácil evitar surpresas desagradáveis no futuro.
Avalie o comportamento e atitudes do candidato no período de campanha eleitoral. Verifique se ele está realmente comprometido com o seu trabalho e observe o seu desempenho nos debates, nos comícios e, principalmente,  no corpo-a-corpo com a eleitora.

2.  Analisar as propostas
Todo ano eleitoral é a mesma coisa, os candidatos prometem mundos e fundos, mas quando eleitos dificilmente cumprem o que prometeram nas campanhas políticas.
Preste bem atenção nas propostas apresentadas pelos candidatos para poder cobrá-las depois. Por isso, precisamos saber, especificamente, o que os candidatos têm de concreto para oferecer e atender aos nossos interesses e expectativas.
          Quais são as propostas do candidato? O que ele pretende fazer, caso seja eleito? Ele quer um relacionamento mais sério ou apenas curtição? Ele corre atrás apenas no momento em que ele necessita e não tem ninguém disponível ou ele realmente se preocupa com nosso bem-estar?

3.     Lei da Ficha Limpa
Este é um item importante, afinal você descobrirá se o perfil do candidato combina com a sua ideologia. Aqueles que não preencherem os requisitos terão a candidatura barrada pela Lei da Ficha Limpa.
Os candidatos que estão envolvidos em casos de traição, os que abusam das mulheres (emocionalmente, fisicamente e financeiramente) ou que fogem categoricamente de qualquer relacionamento sério são fortes candidatos a fichas-sujas e terão a candidatura desaprovada pelo TCE (Tribunal de Contas Emocional).
No entanto, a maioria dos casos dependerá do julgamento individual no TRE (Tribunal Regional Emocional), a decisão costuma variar conforme as crenças e opiniões das juízas. Há muitos casos de candidatos que não foram condenados em última instância pela Justiça, mas que possuem um vasto currículo de punições por tribunais estaduais ou de contas.
                                                                                                                                             
Depois de analisado todos os dados é chegado o momento de escolher o seu candidato. Na hora de decidir, não só a emoção deve ser levada em consideração, mas também a razão. E escolher um candidato apenas porque ele é bonito e simpático e porque ele tem um alto índice de popularidade, não vai adiantar a resolver os problemas que aparecerão na relação dos dois. 
Escolha de maneira consciente para depois não se arrepender.

Boas eleições
Um abraço
Dolly





sexta-feira, 23 de julho de 2010

Baladas ou Roubadas?



Depois de uma semana exaustiva, em que tive vontade de matar minha chefe, de estrangular meia dúzia de pessoas no meu trabalho e de me jogar do décimo quinto andar; vibrei de tanta felicidade porque, finalmente, havia chegado o final de semana.
Eu me programei a semana inteira para tal, organizei e planejei em todos os detalhes o que fazer (onde, quando, quanto e com quem) nestes dias maravilhosos de descanso.
Fiquei toda animada para sair com os amigos , no entanto, hoje ao me preparar para sair de novo, lembrei-me das últimas (fatídicas) “baladas” e o tudo o que tinha dado errado:
  1. Antes das 2 horas, meus olhos ficaram pesados e eu não parei de bocejar.
  2. Fiquei impaciente porque o lugar estava muito cheio.
  3. Os homens ao meu lado mais pareciam meus irmãos mais novos do que pretendentes a namorado.
  4. Ouvi a maioria das músicas e não conhecia nenhuma ou, ao contrário, conhecia todas as músicas quando era flashback.
  5. Quando tocou uma música conhecida, comecei a pular e dançar freneticamente. Em seguida, tive que sentar e tomar fôlego, porque já estava cansada.
  6. As menininhas na fila do banheiro me chamaram de senhora e me deixaram passar na frente.
  7. Tomei duas doses de caipirinha, fiquei alegrinha e já queria dançar com o segurança.
  8. Não tive paciência em esperar a longa fila na hora de pagar.
  9. Fui embora antes das 3 horas, cansada, exausta e querendo dormir o mais rápido possível.
  10. E a única coisa que peguei foi gripe por sair, no frio e de madrugada, sem casaco.
Depois de tudo isso, eu me pergunto: Por que continuar insistindo em ir em balada? Será que vale a pena arriscar mais um final de semana num programa que pode ser uma roubada?
É duro ter que admitir, mas não tenho mais o pique de antes! (Suspiros) Vou ficar em casa (segura e salva de micos) de pijama de bolinha, assistindo a mais um filme no Supercine, comendo pipoca que ganho mais.
Um abraço
Dolly