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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Síndrome de Bridget Jones

   Nesta época do ano, muitas pessoas fazem um balanço do ano que passou e começam a criar as promessas para o ano novo.
    Não adianta questionar,

    É sempre assim é tudo igual
    Promessas de fim de ano
    Arranjar um emprego
    me apaixonar
    Entrar academia e começar a malhar

   (...)
   Vou parar de fumar
   Parar de beber
   Juntar dinheiro e emagrecer.*

    Se essas são algumas das promessas de fim de ano que você fez a si mesma, parabéns, você também sofre da Síndrome de Bridget Jones!
    Pois você, assim como Bridget Jones:**
  1. Quer ser conhecida pelo seu potencial e ser valorizada no trabalho pela sua competência e não pelo seu corpo.
  2. Sempre se apaixona pelos caras errados (psicopata, neurótico-obsessivo, cafajeste, gay, casado, etc).
  3. Está solteira e todos da sua família querem arranjar alguém para você conhecer, mesmo que você seja maior de idade, more sozinha em outro estado.
  4. Está sempre insatisfeita com o seu corpo (com quilos a mais ou a menos), deseja mudar e ter uma aparência melhor.
  5. Deseja parar de fumar, beber ou parar de agir feito maluca nas horas mais impróprias.
   Apesar de ser atrapalhada e desajeitada, Bridget Jones decide mudar a sua vida e cumprir as metas estabelecidas para o próximo ano.
   Será que nós também conseguiremos cumprir as nossas? Vamos fazer tudo igual? São apenas promessas de Natal?

Um abraço
Dolly

*Letra da música “Promessas de Fim de Ano” de Biquini Cavadão.
** Referência a personagem do livro “Diário de Bridget Jones” de Helen Fielding.





segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Síndrome de Beck Bloom

Rebeca Bloom ou Beck Bloom* é uma jornalista financeira que ensina as pessoas como economizar o seu dinheiro, mas que não consegue resistir às tentações do consumo compulsivo, ela vive endividada e foge do seu gerente de banco como o diabo da cruz.
Você já deve ter sofrido da Síndrome de Beck Bloom. Sabe a sensação quando você entra numa loja ou no shopping e sai de lá carregada de sacolas de compras? Uma sensação de êxtase invadindo o corpo? Empolgação? Animação? Entusiasmo?
Mas e depois quando a fatura do cartão chega em casa e você simplesmente não acredita que gastou tudo aquilo de dinheiro em roupas e acessórios? Você entra em desespero e fica angustiada com as próximas faturas? Seu salário nunca é suficiente para pagar as suas dívidas? Você está sempre endividada?
Pois é, descobri que eu sofro desta Síndrome! (Suspiros)
Ultimamente ando tão apertada (e não é o cinto que comprei que tem feito isso comigo). Este mês, por exemplo, fiquei completamente endividada. Fiquei tão preocupada que comecei a fazer um curso de finanças para mulheres (on-line e grátis, é claro!). Quem sabe assim poderia controlar mais os meus gastos e ainda economizar uma graninha. Tentei seguir os passos do curso e no final só consegui entrar em desespero ao ver minha conta sair do vermelho para púrpura.
Uma das dicas que comecei a seguir é anotar todos os gastos diários e depois conferir onde exatamente estou gastando. Obediente, anotei tudo na minha agendinha (que acabei comprando para anotar os gastos!). O maior problema era sair de casa; toda vez que saía, no final, acabava gastando até o que não podia. Resolvi que a solução seria passar os próximos 30 dias em casa! Se eu era convidada para ir algum lugar (barzinho, show, teatro, etc), tentava fazer as contas mentalmente de quanto eu iria gastar (dinheiro para a entrada, gasolina, estacionamento, comida e, claro, roupas novas) e acabava desistindo de sair. Hoje não tenho mais vida social, mas pelo menos estou economizando! (o correto seria “não gastando”)
Sem contar que todo dia no meu trabalho tenho que contribuir com as malditas listas para não parecer uma desalmada insensível e escrota: uma hora é lista de presentes para fulana que se aposentou, outra hora é coroa de flores para avó de alguém que morreu, outra é para comprar presente para beltrana que teve um bebê. Não há dinheiro que resista no final do mês.!
Agora que estava começando a juntar uma grana, tenho que pagar o conserto do meu carro (que bati de novo! Tinha atingido o recorde de 190 dias sem acidentes!) e, para piorar a situação, descubro que tenho duas multas para pagar (Que merda! Droga de radar! Nem tinha corrido muito, eu tinha que passar os motoristas que são muito lerdos à noite!)
Onde vai parar o meu dinheiro?
Eu sei onde ele vai parar... no ralo! Estou me controlando e tomando algumas precauções: não saio de casa com fome e com cartão de crédito na carteira, ando de óculos escuros até dentro do shopping para não ver as vitrines e promoções e não assisto mais TV para não ficar com vontade de comprar nada.


Um abraço
Dolly

*Rebeca Bloom é personagem do livro “Os Delírios de Consumo de Beck Bloom” de Sophie Kinsella

domingo, 3 de outubro de 2010

Eleições para namorado

Antes de escolher um candidato para presidente, governador, senador e deputado, foi necessário pesquisar o passado dos candidatos, analisar as propostas para decidir quais seriam eleitos, não é mesmo?
O mesmo acontece na hora de escolher o candidato a namorado, antes de tomar a decisão, é fundamental pensar e pesquisar tudo sobre ele:
                                                     
1.      Pesquisar o passado do candidato
Seja por meio de comunidades virtuais (Orkut, facebook ou MSN), seja em conversas com amigos e parentes do candidato; procure conhecer a história de vida, o perfil do candidato, sua maneira de pensar e agir antes de elegê-lo. Assim ficará mais fácil evitar surpresas desagradáveis no futuro.
Avalie o comportamento e atitudes do candidato no período de campanha eleitoral. Verifique se ele está realmente comprometido com o seu trabalho e observe o seu desempenho nos debates, nos comícios e, principalmente,  no corpo-a-corpo com a eleitora.

2.  Analisar as propostas
Todo ano eleitoral é a mesma coisa, os candidatos prometem mundos e fundos, mas quando eleitos dificilmente cumprem o que prometeram nas campanhas políticas.
Preste bem atenção nas propostas apresentadas pelos candidatos para poder cobrá-las depois. Por isso, precisamos saber, especificamente, o que os candidatos têm de concreto para oferecer e atender aos nossos interesses e expectativas.
          Quais são as propostas do candidato? O que ele pretende fazer, caso seja eleito? Ele quer um relacionamento mais sério ou apenas curtição? Ele corre atrás apenas no momento em que ele necessita e não tem ninguém disponível ou ele realmente se preocupa com nosso bem-estar?

3.     Lei da Ficha Limpa
Este é um item importante, afinal você descobrirá se o perfil do candidato combina com a sua ideologia. Aqueles que não preencherem os requisitos terão a candidatura barrada pela Lei da Ficha Limpa.
Os candidatos que estão envolvidos em casos de traição, os que abusam das mulheres (emocionalmente, fisicamente e financeiramente) ou que fogem categoricamente de qualquer relacionamento sério são fortes candidatos a fichas-sujas e terão a candidatura desaprovada pelo TCE (Tribunal de Contas Emocional).
No entanto, a maioria dos casos dependerá do julgamento individual no TRE (Tribunal Regional Emocional), a decisão costuma variar conforme as crenças e opiniões das juízas. Há muitos casos de candidatos que não foram condenados em última instância pela Justiça, mas que possuem um vasto currículo de punições por tribunais estaduais ou de contas.
                                                                                                                                             
Depois de analisado todos os dados é chegado o momento de escolher o seu candidato. Na hora de decidir, não só a emoção deve ser levada em consideração, mas também a razão. E escolher um candidato apenas porque ele é bonito e simpático e porque ele tem um alto índice de popularidade, não vai adiantar a resolver os problemas que aparecerão na relação dos dois. 
Escolha de maneira consciente para depois não se arrepender.

Boas eleições
Um abraço
Dolly





segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Tratamento Intensivo de Autoestima



           Um dia conversando com uma amiga constatamos que a autoconfiança e autoestima estão muito pautadas na aparência física atualmente na nossa sociedade.

Crescemos com parâmetros de beleza que não correspondiam à nossa realidade e precisávamos recorrer a uma série de atividades como dietas alimentares, atividades físicas, sessões de beleza, compra de roupas certas para o nosso corpo a fim de nos sentirmos bem e bonitas.
Muitas mulheres que desejam ter uma aparência mais bonita e saudável recorrem a uma grande produção para consegui-la. Mas para fortalecer nossa autoconfiança, será preciso recorrer sempre a esforços externos?
A nossa autoestima está muito relacionada à imagem que temos de nós mesmos, então como fazer para aumentar nossa autoestima e conseguir satisfação com a nossa própria imagem?
Apesar de ser uma pessoa sedentária por natureza e ter leves (não tão leves) inclinações à inércia, eu venho me empenhando na construção de uma autoestima mais saudável e positiva diariamente assim como Gisela Rao monitora a sua por 365 dias*.
É preciso que mudemos alguns hábitos que nos colocam para baixo. A seguir algumas estratégias para resolvermos o problema e nos sentirmos mais feliz com o corpo e com a imagem que temos de nós mesmos:

1.       Power of Self-Confidence: A série de exercícios do Power of Self-Confidence fortalece a autoconfiança e a aumenta a segurança em nós mesmos. Cada novo movimento tonifica ainda mais a confiança. A técnica deve ser praticada todos os dias, mas cuidado para não abusar dos exercícios e cair na arrogância.
2.      Massagem modeladora de Autoestima: Os movimentos da massagem modeladora valorizam nosso potencial, estimulam nosso amor-próprio e fortalecem nosso respeito por nós mesmos. Além disso, reduzem nossa vontade e desejo de sermos outra pessoa.
3.      Cápsulas de generosidade: Elas são indicadas para os casos mais graves de baixa-estima. As cápsulas reduzem a autocrítica constante e cortam pela metade a culpa por eventuais deslizes. Contribuem ainda para maior aceitação de nossa imagem sem tantas recriminações.
4.      Injeções de Autoconhecimento: Só as injeções de autoconhecimento trazem uma percepção positiva de nós mesmos. Com a aplicação do medicamento, conseguimos reconhecer os nossos pontos fortes e fracos.  A partir de várias aplicações, reforçamos nossos pontos fortes e amenizamos os pontos mais fracos, melhorando a qualidade da nossa autoestima.
5.      Risoterapia: O riso tem um potencial relaxador que causa satisfação e bem-estar. Após uma sessão de risoterapia, conseguimos lidar melhor com os problemas do dia-a-dia e descobrimos o lado engraçado das coisas mesmo em situações de grande tensão e estresse. Além disso, as sessões contribuem para levarmos a vida mais leve e de maneira mais positiva e nos fazem sentir melhor e mais dispostos.

Para potencializar os efeitos positivos dos tratamentos realizados, é recomendável que a prática seja regular e esteja aliada a uma reeducação emocional.
            Um abraço
            Dolly

*Referência ao blog Vigilantes da Autoestima de Gisela Rao.



sábado, 7 de agosto de 2010

Complexo de Patinho Feio


Quando era jovem, eu vi que a maioria das minhas colegas era diferente de mim na aparência, no modo de andar e de se movimentar. Eu admirava os seus corpos graciosos e belos e queria ser, um dia, como elas.
Um dia, notei que elas me olharam de um jeito diferente e riram de mim, caçoaram da minha aparência e comentaram, entre elas, que eu era uma ave cinzenta, feia e desajeitada. Ao ouvir tais palavras, corri e me afastei para bem longe.
Com medo de que fosse verdade, procurei uma confirmação de alguém que não pudesse mentir e, assim, olhei a minha imagem na água e para meu espanto, vi que a imagem refletida era realmente feia e desajeitada e com penas cinzentas.

Apenas por ser diferente, devemos ser consideradas desajeitadas e feias pelos outros?

Durante muito tempo, o olhar do outro garante quem somos. Quando esse olhar nos mostra apenas uma imagem negativa de nós mesmos, começamos a acreditar que somos apenas criaturas desengonçadas e sem graça.

Dessa forma, ao olharmos nossa imagem refletida na água, não nos reconhecemos e não conseguimos enxergar a delicadeza das nossas penas brancas, as grandes asas e a elegância do pescoço longo e sinuoso.
Depois de um tempo, encontraremos nossos semelhantes, cisnes como nós, e perceberemos que não estamos mais sozinhos.
Mas se não os encontrarmos, será que perceberemos a nossa beleza um dia?

Se tivéssemos maior autoconfiança e autoestima, deixaríamos que meros patos zombassem de nós?

Um abraço

Dolly

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Pecado Capital


Hoje em dia, as mulheres vivem obcecadas por dietas, fazem tudo para conquistar um corpo magro. Numa festa ou jantar, diante de uma variedade de pratos, elas ficam tentadas a provar cada uma das iguarias ali presente.


No entanto, ao se entregarem a esse mundo de prazeres, sabores e aromas; a satisfação, logo, é substituída por um imenso sentimento de culpa.


Como experimentar novas sensações sem sentir tanto remorso?


Como controlar os desejos diante de tantas tentações ao nosso redor?


Como resistir, por exemplo, à atração por uma pessoa, estando com outra?


Sem grandes conflitos, muitos homens desejam várias mulheres e continuam amando suas esposas ou namoradas. No entanto, é comum as mulheres se culparem ao sentirem atração por outros que não sejam os seus companheiros.


A maioria das mulheres não admite, mas se sente lisonjeada, com a auto-estima lá em cima, diante das investidas de um completo desconhecido, de um elogio de um colega de trabalho ou mesmo de um vizinho.


Algumas fingem que nada aconteceu, outras resistem a proposta; enquanto outras, depois de muita insistência, aceitam a aventura.

Será que as mulheres casadas ou solteiras, ao se sentirem solitárias e entediadas, são tentadas a trair?


Ou será que o companheiro dispensa pouca ou nenhuma atenção a ela?


Ou elas são infieis apenas quando se sentem atraídas ou apaixonadas por determinado homem?


Não é a atração que faz alguém trair o outro, "sentir atração por outro homem, mesmo tendo parceiro, é totalmente natural. Se, a partir daí, vai acontecer alguma coisa e se isso implicará conflito, depende da mulher e do acordo entre o parceiro".1


Será que existe um único culpado na traição?


Segundo o dicionário Aurélio, trair significa ser infiel, ou seja, desleal, que não é digno de confiança. Não está sendo sincero e honesto aquele que trai a confiança do outro. E a infidelidade está relacionada a essa quebra de confiança, ao não cumprir o compromisso assumido com o parceiro.


Será que vale a pena arriscar uma relação em nome de uma atração passageira?


E o que fazer para não se entregar aos desejos?


Dolly


1. Vera Furia, mestre em psicologia clínica pela PUC-SP e autora do livro Mulher, Arquivo Confidencial.

domingo, 24 de maio de 2009

A guerra da salada de frutas


Nós vivemos numa época em que se tornou comum a exposição excessiva do corpo feminino, desde um simples comercial de chinelo até o último lançamento de um carro, da novela das 8 até a revista da moda. Estamos tão acostumados a vermos corpos desnudos e erotização na mídia que fenômenos como das “mulheres frutas” (melancia, jaca, morango, etc) tornaram-se banais e já não causam mais espanto e estranhamento nas pessoas.


Apesar disso, não podemos deixar de levar em consideração que estas mulheres (que apareceram em poses sexys, dançando sensualmente em vários programas e se tornaram alvo recente de olhares de uma boa parcela de homens sedentos dos seus fartos pedaços) ao serem transformadas em mulheres frutas, foram lhes atribuídos novos valores.


A construção de sentido valeu-se primeiramente do jogo de palavras, no caso, ocorreu uma apropriação do significado original (fruta: substância comestível, nutritiva) atribuído por comparação a outro termo (mulher: ser humano do sexo feminino), construindo um novo significado (mulher fruta: mulher gostosa, deliciosa). E depois, a valorização em demasia dos atributos físicos destas mulheres.


No entanto, esta enfatização não foi feita, com o intuito de sublimá-los, mas para descrever um movimento exatamente o contrário, o efeito de rebaixamento. A ênfase em seus “atributos” tem o objetivo de coisificá-las até elas perderem as suas identidades, tornando-as apenas pedaços de carne, ou melhor, de frutas.




Embora o desejo secreto de fazer uma verdadeira salada com estas frutas não esteja ao alcance da maioria dos homens, será que as mulheres devem continuar se sujeitando a este tipo de papel? Será que nós teremos de nos acostumar com a exposição gratuita destas e de outras frutas da quitanda na TV, revistas e outras mídias? E pior, será que teremos de nos acostumar com uma porção de homens bananas, abacaxis e limões que não fazem outra coisa a não ser olhar as frutas nos quintais alheios?


Dolly