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domingo, 20 de março de 2011

Ou isto ou aquilo*


Se a cada escolha que fazemos somos guiados a uma direção, como a nossa vida seria se tivéssemos feito outras escolhas?

Esse é o dilema enfrentando por Erica*, uma mulher de 32 anos, solteira e que, no momento, está desempregada. Ela tem uma série de arrependimentos em sua vida e acredita que foram suas escolhas que a levaram até ali. No entanto, ela ganha a oportunidade de voltar no tempo e mudar suas decisões.

Se tivéssemos a oportunidade de mudar nossas escolhas, como Erica, o que faríamos diferente?

Algumas escolhas em particular modificam significativamente a nossa vida e não sabemos como lidar com elas. Dúvidas relacionadas à carreira, ao dinheiro, à vida pessoal e amorosa surgem com grande frequência, como:

E agora o que faço com minha vida? Continuo no meu emprego ou mudo de área? Continuo vivendo com meus pais ou vou morar sozinha?  Devo priorizar meu trabalho ou ter um filho? Faço uma pós ou viajo para o exterior? Caso ou compro uma bicicleta? etc.

Vivemos num mundo que nos oferece uma série de opções e isso, às vezes, nos traz angústias e ansiedade, por não sabermos qual delas escolher. Com tantas dúvidas e incertezas, é natural escolhermos uma das opções e depois ficarmos frustrados com a decisão ou nos arrependermos por não ter escolhido a outra opção.

Se estivéssemos num corredor, em meio a tantas portas, qual nós deveríamos escolher?
E se escolhêssemos outra porta? Essa escolha teria feito diferença na nossa vida?
Será que somos, no final, das contas, a soma de nossas escolhas?

Um abraço
Dolly

*Ou isto ou aquilo – Referência ao poema de Cecília Meireles
**Referência a Erica, personagem da série canadense Being Erica.


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Síndrome de Bridget Jones

   Nesta época do ano, muitas pessoas fazem um balanço do ano que passou e começam a criar as promessas para o ano novo.
    Não adianta questionar,

    É sempre assim é tudo igual
    Promessas de fim de ano
    Arranjar um emprego
    me apaixonar
    Entrar academia e começar a malhar

   (...)
   Vou parar de fumar
   Parar de beber
   Juntar dinheiro e emagrecer.*

    Se essas são algumas das promessas de fim de ano que você fez a si mesma, parabéns, você também sofre da Síndrome de Bridget Jones!
    Pois você, assim como Bridget Jones:**
  1. Quer ser conhecida pelo seu potencial e ser valorizada no trabalho pela sua competência e não pelo seu corpo.
  2. Sempre se apaixona pelos caras errados (psicopata, neurótico-obsessivo, cafajeste, gay, casado, etc).
  3. Está solteira e todos da sua família querem arranjar alguém para você conhecer, mesmo que você seja maior de idade, more sozinha em outro estado.
  4. Está sempre insatisfeita com o seu corpo (com quilos a mais ou a menos), deseja mudar e ter uma aparência melhor.
  5. Deseja parar de fumar, beber ou parar de agir feito maluca nas horas mais impróprias.
   Apesar de ser atrapalhada e desajeitada, Bridget Jones decide mudar a sua vida e cumprir as metas estabelecidas para o próximo ano.
   Será que nós também conseguiremos cumprir as nossas? Vamos fazer tudo igual? São apenas promessas de Natal?

Um abraço
Dolly

*Letra da música “Promessas de Fim de Ano” de Biquini Cavadão.
** Referência a personagem do livro “Diário de Bridget Jones” de Helen Fielding.





sexta-feira, 24 de julho de 2009

Pecado Capital


Hoje em dia, as mulheres vivem obcecadas por dietas, fazem tudo para conquistar um corpo magro. Numa festa ou jantar, diante de uma variedade de pratos, elas ficam tentadas a provar cada uma das iguarias ali presente.


No entanto, ao se entregarem a esse mundo de prazeres, sabores e aromas; a satisfação, logo, é substituída por um imenso sentimento de culpa.


Como experimentar novas sensações sem sentir tanto remorso?


Como controlar os desejos diante de tantas tentações ao nosso redor?


Como resistir, por exemplo, à atração por uma pessoa, estando com outra?


Sem grandes conflitos, muitos homens desejam várias mulheres e continuam amando suas esposas ou namoradas. No entanto, é comum as mulheres se culparem ao sentirem atração por outros que não sejam os seus companheiros.


A maioria das mulheres não admite, mas se sente lisonjeada, com a auto-estima lá em cima, diante das investidas de um completo desconhecido, de um elogio de um colega de trabalho ou mesmo de um vizinho.


Algumas fingem que nada aconteceu, outras resistem a proposta; enquanto outras, depois de muita insistência, aceitam a aventura.

Será que as mulheres casadas ou solteiras, ao se sentirem solitárias e entediadas, são tentadas a trair?


Ou será que o companheiro dispensa pouca ou nenhuma atenção a ela?


Ou elas são infieis apenas quando se sentem atraídas ou apaixonadas por determinado homem?


Não é a atração que faz alguém trair o outro, "sentir atração por outro homem, mesmo tendo parceiro, é totalmente natural. Se, a partir daí, vai acontecer alguma coisa e se isso implicará conflito, depende da mulher e do acordo entre o parceiro".1


Será que existe um único culpado na traição?


Segundo o dicionário Aurélio, trair significa ser infiel, ou seja, desleal, que não é digno de confiança. Não está sendo sincero e honesto aquele que trai a confiança do outro. E a infidelidade está relacionada a essa quebra de confiança, ao não cumprir o compromisso assumido com o parceiro.


Será que vale a pena arriscar uma relação em nome de uma atração passageira?


E o que fazer para não se entregar aos desejos?


Dolly


1. Vera Furia, mestre em psicologia clínica pela PUC-SP e autora do livro Mulher, Arquivo Confidencial.