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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Síndrome de Bridget Jones

   Nesta época do ano, muitas pessoas fazem um balanço do ano que passou e começam a criar as promessas para o ano novo.
    Não adianta questionar,

    É sempre assim é tudo igual
    Promessas de fim de ano
    Arranjar um emprego
    me apaixonar
    Entrar academia e começar a malhar

   (...)
   Vou parar de fumar
   Parar de beber
   Juntar dinheiro e emagrecer.*

    Se essas são algumas das promessas de fim de ano que você fez a si mesma, parabéns, você também sofre da Síndrome de Bridget Jones!
    Pois você, assim como Bridget Jones:**
  1. Quer ser conhecida pelo seu potencial e ser valorizada no trabalho pela sua competência e não pelo seu corpo.
  2. Sempre se apaixona pelos caras errados (psicopata, neurótico-obsessivo, cafajeste, gay, casado, etc).
  3. Está solteira e todos da sua família querem arranjar alguém para você conhecer, mesmo que você seja maior de idade, more sozinha em outro estado.
  4. Está sempre insatisfeita com o seu corpo (com quilos a mais ou a menos), deseja mudar e ter uma aparência melhor.
  5. Deseja parar de fumar, beber ou parar de agir feito maluca nas horas mais impróprias.
   Apesar de ser atrapalhada e desajeitada, Bridget Jones decide mudar a sua vida e cumprir as metas estabelecidas para o próximo ano.
   Será que nós também conseguiremos cumprir as nossas? Vamos fazer tudo igual? São apenas promessas de Natal?

Um abraço
Dolly

*Letra da música “Promessas de Fim de Ano” de Biquini Cavadão.
** Referência a personagem do livro “Diário de Bridget Jones” de Helen Fielding.





quinta-feira, 2 de julho de 2009

Mulheres a beira de um ataque de nervos - Parte II


As mulheres do mundo inteiro lutaram durante anos para conseguir os mesmos direitos que os homens, para conseguir condições de trabalho mais dignas e salários melhores; ser mulher nunca foi uma tarefa fácil. Hoje em dia, a maioria usufrui dessas conquistas de milhares de mulheres anônimas e se orgulha dessas vitórias. Mas há dias em que tudo o que uma mulher deseja é não ser mulher, principalmente nos dias em que está menstruada.




Deveria ser aprovado, pela Constituição, o dia D.M. (Dia da Menstruação). Nesse dia, toda mulher seria liberada de todas as suas obrigações e responsabilidades para ficar em casa descansando sem ninguém para encher as paciências.


Afinal, como se concentrar no que seu chefe está dizendo ou se concentrar no seu trabalho quando você sente que vai arrebentar de tanta dor.


Sem contar que, em alguns casos, o fluxo menstrual é tão grande que se fosse coletar todo o sangue derramado daria para salvar no mínimo três vidas!


Diga-se de passagem que a felicidade da mulher nesses dias só acontece mesmo em comercial de absorventes, porque ninguém fica alegre e feliz usando uma versão menor de fralda por horas e horas durante alguns dias.


A única coisa que não se pode reclamar é de falta de opções. São oferecidas tantas que você se perde.


Imagina o seu marido ou namorado comprando um pacote para você na farmácia:


- Oi, por favor, eu queria um pacote de absorventes. É para minha mulher, sabe.

- Claro. O senhor prefere externo ou interno?

- Hein?!

- Normal ou tipo Tampax, Ob?

- Ah, tá. Acho que normal.

- Certo. Com abas ou sem abas?

- Hum. Acho que...com abas.

- Ultraproteção ou ultrafina?

- Bem, não sei direito. O que é melhor?

- Ultraproteção é melhor para o caso de fluxo menstrual muito intenso e ultrafina é para o dia-a-dia, sabe.

- Pode ser o primeiro mesmo.

- Diurno ou Noturno?

- Putz! Sei lá! Eu levo os dois.

- Certo. Só mais uma coisa, o senhor prefere suave ou seca?

- Ah, deixa pra lá.


Além disso, ela aparece nas horas mais impróprias. Olha só: Você planejou o ano inteiro, juntou dinheiro e no dia que você vai na praia, você percebe: “Merda! Estou menstruada!” Ou, então, depois de muito trabalho árduo, você finalmente vai sair com um cara super interessante e no dia você descobre:“Merda! Estou menstruada!” É muito azar!


Mas o pior mesmo é quando você olha no calendário e começa a contar e nota: “Merda!Eu não estou menstruada!!!” E você entra em pânico, começa a rezar e faz tudo o que é promessa para a danada vir. Por que só há duas situações em que ela não dá o seu ar da graça: ou você está na menopausa (o que seria bom demais e cedo demais para ser verdade!) ou você está grávida! (ave Maria! é bom nem sonhar com essa possibilidade!) E você começa a apelar para todos os santos: “São Longuinho! São Longuinho! Se a minha menstruação vier, eu dou mil pulinhos!”


Você que odiava esse dia, espera com grande ansiedade pela sua chegada. E depois de muito se descabelar, descobre que foi alarme falso, passado o susto, o desconforto de ter o corpo dolorido, os seios e as pernas inchadas, a cabeça latejando e uma cólica terrível, ficar menstruada torna-se tão confortador...É preciso ser mulher para entender isso.


A grande maioria dos homens acha que é um exagero ou frescura de mulher reclamar tanto nesses dias, mas só uma mulher sabe o que é ser uma mulher e menstruada.


Dolly