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domingo, 20 de março de 2011

Ou isto ou aquilo*


Se a cada escolha que fazemos somos guiados a uma direção, como a nossa vida seria se tivéssemos feito outras escolhas?

Esse é o dilema enfrentando por Erica*, uma mulher de 32 anos, solteira e que, no momento, está desempregada. Ela tem uma série de arrependimentos em sua vida e acredita que foram suas escolhas que a levaram até ali. No entanto, ela ganha a oportunidade de voltar no tempo e mudar suas decisões.

Se tivéssemos a oportunidade de mudar nossas escolhas, como Erica, o que faríamos diferente?

Algumas escolhas em particular modificam significativamente a nossa vida e não sabemos como lidar com elas. Dúvidas relacionadas à carreira, ao dinheiro, à vida pessoal e amorosa surgem com grande frequência, como:

E agora o que faço com minha vida? Continuo no meu emprego ou mudo de área? Continuo vivendo com meus pais ou vou morar sozinha?  Devo priorizar meu trabalho ou ter um filho? Faço uma pós ou viajo para o exterior? Caso ou compro uma bicicleta? etc.

Vivemos num mundo que nos oferece uma série de opções e isso, às vezes, nos traz angústias e ansiedade, por não sabermos qual delas escolher. Com tantas dúvidas e incertezas, é natural escolhermos uma das opções e depois ficarmos frustrados com a decisão ou nos arrependermos por não ter escolhido a outra opção.

Se estivéssemos num corredor, em meio a tantas portas, qual nós deveríamos escolher?
E se escolhêssemos outra porta? Essa escolha teria feito diferença na nossa vida?
Será que somos, no final, das contas, a soma de nossas escolhas?

Um abraço
Dolly

*Ou isto ou aquilo – Referência ao poema de Cecília Meireles
**Referência a Erica, personagem da série canadense Being Erica.


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Uma partida de xadrez

Às vezes, ao jogar uma partida de xadrez, nós antecipamos alguns lances e acabamos não percebendo as implicações das nossas jogadas. E avançamos pensando apenas no ganho imediato, como a conquista de um cavalo ou de um bispo. No entanto, quando nos esquecemos das futuras jogadas, permitimos que o nosso parceiro ganhe vantagem e nos dê um xeque-mate.

O mesmo acontece num relacionamento, às vezes, agimos por impulso e nos esquecemos das consequências de nossas ações. Esquecemos que não estamos sozinhos e que precisamos consultar o outro sobre nossas decisões.

Quando fazemos uma escolha errada, acabamos nos culpando ou responsabilizando o outro sobre o erro. Infelizmente, como numa partida de xadrez, a decisão de mexer uma peça no tabuleiro é nossa, somente nossa. Ninguém poderá tomar essa decisão em nosso lugar e não poderemos culpar o outro por nossas escolhas. Optar por uma movimentação ao invés de outra, implica em muitos riscos e podemos com isso perder a partida ou magoar o nosso parceiro.

Um abraço

Dolly