Uma amiga me ligou desesperada e disse o quanto ela está arrasada com o fim de sua relação amorosa e que tem sofrido muito por conta disso. Ela me fez uma série de perguntas, as quais não soube responder:
O que eu posso fazer se ele não sai da minha cabeça? Se a todo instante, me vem a sua imagem na lembrança? O que eu faço se todos os meus pensamentos costumam se dirigir em sua direção? Se desejo ficar o tempo todo em sua presença? O que devo fazer para ele voltar? Para não me esquecer? O que devo fazer para suportar a sua ausência? Como conseguir viver se ele não estiver comigo?
Esta situação nos parece bastante familiar, não? Quem já passou por isto, sabe o quanto é difícil e doloroso superar a separação e seguir em frente.
O sofrimento dela me fez lembrar a destruição no Japão. A dor é como uma cidade arrasada por um tsunami. Com sua força e violência, engole casas e carros, arrasta navios, coloca edifícios no chão. Por onde passa, deixa seus rastros de devastação. Deixa cidades em ruínas.
Milhares de pessoas desabrigadas, outras centenas soterradas e mortas; impotentes, vemos a desolação dos sobreviventes, ainda amedrontados, arrasados com tudo o que aconteceu.
Assim como eles, essa minha amiga está ansiosa por um auxílio e não sabe o que fazer e nem por onde começar restabelecer a ordem em sua vida.
O que devemos fazer diante de nossas cidades em ruínas?
Será que teremos forças suficientes para nos reconstruirmos?
Em meio ao caos, onde encontraremos um abrigo?
Será que uma equipe de resgate virá nos salvar?
Existem meios de nos prevenir contra os eventuais rompimentos que surgirem em nossas vidas assim como os terremotos no futuro?
Um abraço
Dolly

