segunda-feira, 3 de novembro de 2008

O Dilema de Wendy


Um dia conversando com algumas amigas discutimos sobre os motivos dos homens, atualmente, terem tanto medo de assumir um relacionamento.


E dessa conversa, surgiram algumas dúvidas:


Como se envolver com o Peter Pan, um rapaz que receia os comprometimentos e evita as responsabilidades da vida adulta?


Se ele deseja uma vida cheia de aventuras e diversões, sem ninguém para lhe dar ordens e mandar em sua vida. Wendy quer dele o tipo de sentimento que ele não conhece– "amor", uma relação séria, alguma responsabilidade.


O que será que o assusta tanto a ponto dele não querer deixar a Terra do Nunca e ficar ao lado de Wendy?


Será que é o medo de perder sua liberdade? Será que é o medo do desconhecido?Será que é o medo de se envolver emocionalmente com alguém que ele gosta? Será que ele não gosta dela o suficiente para assumir uma relação mais séria?Ou será que ele é imaturo demais para se relacionar com alguém?


O grande dilema de Wendy é justamente esse: voltar à sua vida ou ficar junto de quem ela ama, ainda que seja, um rapaz que se recusa a crescer.




Dolly

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Design Feminino

Somos bombardeadas com imagens de mulheres lindas com corpos perfeitos diariamente, com isso nos deixamos aprisionar por padrões estéticos cruéis e duros. E, muitas vezes, deixamos que eles definam o que podemos ou não vestir, aonde ir, como agir.

Nós cobramos de nós mesmas uma imagem de perfeição que não existe. Por mais que nos esforcemos, estamos constantemente insatisfeitas com nossos corpos. Encontramos sempre algo que gostaríamos de mudar para ficar perto desse ideal de beleza e acabamos por supervalorizar nossas “imperfeições”.

Uma vez, um amigo disse brincando que cada mulher tinha um design diferente, único, como um carro. E ele, como a grande maioria dos homens, está sempre observando e analisando, de maneira desinteressada, os últimos lançamentos assim como os modelos no mercado.

Tratando-se de carro, o que realmente procuramos no momento de compra? Será que só levamos em conta o seu design? Conforto, praticidade e economia não são aspectos a serem considerados?

Pensando nisso, imagine encontrar, na rua, um design sedutor, com formas curvas elegantes e o acabamento arredondado. Além disso, equipado com vários itens de conforto e segurança (câmbio automático, air bag duplo e direção hidráulica, ar-condicionado e CD player com MP3). Seria um deleite para os olhos e felicidade de qualquer motorista, não é mesmo?

Então, será que uma mulher só ficará satisfeita quando se tornar um Corolla Sedan ou Honda Civic?

É claro que viver se comparando com outros modelos é uma exigência com relação ao corpo muito grande e interfere de maneira negativa na vida com o passar do tempo. Entretanto, como manter a auto-estima elevada numa sociedade marcada pelos padrões?

Ao estabelecer nossa própria definição de beleza, podemos nos esforçar para conquistar o nosso melhor design. Motivar-nos é muito mais saudável do que desejar as formas inalcançáveis da última tendência do Salão do Automóvel.

Um modelo como o Ford Ka, pode não agradar a todos os compradores, mas ele possuí características que são diferenciais, como um design arrojado, compacto, prático e econômico. Além disso, tem charme e conforto, o que tem aumentado a popularização desse tipo de veículo, principalmente entre os jovens.

E o que falar de um Jeep Cherokee: grande e muito espaçoso, que apresenta design moderno, com linhas retas, tem uma grande potência do motor e a ideal para viagens com a família.
Se nós temos gostos e necessidades diferentes, por que devemos seguir esta imposição de padrões?

Por que, então, não aceitamos nossas diferenças?

São, justamente, essas diferenças que nós fazem únicas. Todas nós temos algo que nos diferencia das outras, pode ser tanto uma característica física quanto de personalidade. Vamos nos permitir sermos (im)perfeitas e quem quiser que nos aceite e compre o nosso modelo. No final das contas, todas nós queremos andar com conforto e segurança, independentemente do estilo.
Dolly

sábado, 18 de outubro de 2008

Gosto de sangue

Sexta-feira à noite, muitas mulheres independentes e livres transitam pelos lugares badalados da cidade em busca de diversão e/ou companhia.

Famintas e com os corpos ávidos por carne humana, elas saem numa caçada pela presa perfeita.

O tempo todo, permanecem alertas, como cães vigilantes que guardam a casa. Andam apenas em bandos e olham ao redor a procura, dentre muitos homens, daquele que parece ser a vítima ideal.

Apesar da fome, escolhem muito bem as suas vítimas, pois são muito exigentes e não provam qualquer alimento. Aos seus olhos afiados, não escapam os detalhes e os contornos precisos do corpo viril.

Embaladas pelo ritmo frenético da música alta ou do alto teor de bebida, elas sentem no ar o aroma adocicado do sangue dos homens. O cheiro as deixam extasiadas.

Depois de sondar bem a área, elas se aproximam cautelosamente da presa para não assustá-la ou intimidá-la. E assim, elas tornam-se predadoras.

Inteligentes, sensuais e atraentes, as vampiras modernas, não querem compromisso, curtem ao máximo a vida e continuam sedentas de sangue nov0.
Dolly

domingo, 5 de outubro de 2008

Complexo de Cinderela

Apesar de toda a emancipação feminina, nós ainda fantasiamos com um príncipe encantado, com o qual viveremos felizes para sempre.

Como Cinderela, esperamos que ele venha salvar nossas vidas. Dessa forma, nós nos sentiremos protegidas e seguras para enfrentar ou resolver os obstáculos na vida.

Mesmo sendo mulheres inteligentes e independentes financeiramente, será que não nos sentiremos realizadas se não encontrarmos o nosso príncipe encantado?

Será que nós, mulheres modernas, sofremos o Complexo de Cinderela?

Porque desejamos encontrar alguém igual ou melhor do que nós. Alguém bem-sucedido no trabalho, inteligente, divertido e cheio de programas bacanas para propor. Uma versão masculina do que nós vemos no espelho.

Partimos do princípio sonhador que uma vez encontrado esse homem, que vai nos completar, nada mais nos faltará.

Isso não existe a não ser na ficção.

E quando não encontramos o homem perfeito - afinal, ele não existe - vem a frustração e ficamos com a sensação de que nunca mais seremos felizes de novo.

Ao procurarmos o tipo ideal perdemos a oportunidade de encontrar um homem real, que talvez tenha defeitos e algumas características que não gostamos, mas que poderá nos surpreender em outros aspectos se dermos uma oportunidade para conhecê-lo melhor.

Quando vamos nos convencer de que a vida não é um conto de fadas?

Dolly

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Mulher à beira de um ataque de nervos

Não é fácil nos dias de hoje ser mulher independente, inteligente e ainda manter-se calma o tempo todo. Porque há dias em que você está à beira de um ataque de nervos e até a mulher mais tranqüila perde a cabeça! Nesses dias, qualquer juiz deveria considerar os atenuantes na tentativa de um homicídio, principalmente se for contra a pessoa que você estiver envolvida.

Imagine a situação, você conhece uma pessoa interessante, começa a sair com ela e depois de alguns encontros:

a) Ela não te liga mais.
b) Não sai com você, mas no mesmo dia sai com os amigos (sem te convidar, é claro!).
c) Sai com você e depois não dá nenhum sinal de vida.
d) Diz que vai ligar e simplesmente desaparece.
e) Todas as alternativas acima estão corretas.

Será que situações como essas não são de enlouquecer qualquer mulher?!!

E por que não satisfeitas com a situação, procuramos qualquer desculpa esfarrapada como pretexto para ligar? E quando nos damos conta já estamos discando o número?

Pior, só percebemos a merda quando desligamos o telefone, pois
  1. ele não atendeu.
  2. ele não quis atender.
  3. ele desligou de propósito!!
  4. pior de todos, ele atendeu o telefone!!!
  5. não só atendeu, como perguntou porque você ligou!!!!

Depois de tudo isso, por que nós ficamos com raiva, choramos de ódio e amaldiçoamos o momento que passou tal idéia estúpida pela cabeça e algumas horas mais tarde (ou dias) já pensamos em ligar de novo?

Por que será que não conseguimos controlar esse vício-maligno-obsessivo-compulsivo-auto-destrutivo?!!

É pedir demais ter um mínimo de segurança e estabilidade emocional?

Dolly




segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Síndrome de Peter Pan

Será que os homens atualmente sofrem da Síndrome de Peter Pan?

Todos conhecem a história de Peter Pan, um garoto que não queria crescer, que vive no mundo da fantasia conhecido como Terra do Nunca (onde a infância nunca passa) em companhia de um grupo de garotos conhecidos como Garotos Perdidos.

Pensando nisso, será que é tão estranho constatar que muitos homens queiram viver na Terra do Nunca?

Imagine uma vida cheia de aventuras e diversões, sem ninguém para lhe dar ordens e mandar em sua vida. Mantendo-se sempre numa eterna juventude, evitando assim as responsabilidades da vida adulta.

Por que será que cada vez mais eles receiam os comprometimentos e/ou se recusam a agir conforme a sua idade?

Será que é mais fácil enfrentar o Capitão Gancho a perder sua tão inestimável liberdade e suas noitadas com amigos?

Mesmo que encontre Wendy, será que por amor a ela, eles irão querer viver no mundo real, assumir compromissos e dividir responsabilidades?

Será que toda vez que aparecer um problema eles irão voando para Terra do Nunca nos deixando a espera na janela?

Uma vida agitada, mas solitária nessa Terra de Fantasia será melhor do que assumir o risco de crescer e ser feliz com Wendy na vida real?

Será que os Peter Pan modernos um dia vão querer crescer?

Dolly



domingo, 7 de setembro de 2008

Deus do Amor

Muitas mulheres podem viver a vida inteira sem ter nenhuma crença religiosa, mas será que existe alguma mulher que não tenha se ajoelhado aos pés e rezado uma prece ao Deus do Amor?
Quando estão apaixonadas, as mulheres ficam cegas a todo o resto, a única coisa que elas enxergam é o seu amor pelo homem amado. Elas exaltam e valorizam as qualidades desse homem e reduzem os seus defeitos. É como se elas estivessem usando lentes de aumento e tudo nele acaba sendo supervalorizado.
Idealizam esse homem, transformam-no num verdadeiro ídolo de adoração. E assim como as pessoas extremamente religiosas, vivem únicas e exclusivamente para o seu Deus.
A adoração torna-se um hábito, um verdadeiro ritual.

Muitas delas lutam consigo mesmas para manter a ilusão de felicidade, acabam anulando a si mesmas em nome do outro, concordam com tudo o que ele diz só para agradá-lo. Acreditam que dessa forma irão mantê-los sempre por perto e que eles nunca irão abandoná-las.
Por que as mulheres dão tanto poder e tanta importância ao Amor em suas vidas, que tudo o mais perde o sentido sem ele?
Porque a nossa sociedade supervaloriza esse sentimento?

Dolly