segunda-feira, 16 de agosto de 2010

As fases da Lua



   Por muito tempo uma das questões que mais intrigou os homens foi a imprevisibilidade  e instabilidade feminina. Muitos buscaram uma explicação para o fato e, até hoje, eles insistem em querer compreender tal fenômeno.
     Será que essa mudança de humor está relacionada aos hormônios femininos? À oscilação das ondas do mar? Ou à influência das fases da Lua?
     Assim como o aspecto da Lua se modifica diariamente; nós, mulheres, também estamos em constante mudança. Sim, somos muito parecidas com ela e temos uma grande oscilação de fases. À medida que os fatos e circunstâncias mudam, nosso olhar sobre as coisas se transforma e, assim, agimos diferente a cada momento. 
    Isso acontece também com os homens, mas o fato é mais perceptível nas mulheres, portanto, conhecer melhor cada uma das fases lunares da mulher ajudará os homens a lidar melhor com as emoções e atitudes da parceira. A seguir, as características mais comuns de cada uma das quatro principais fases:

  1. Lua Cheia: A fase mais luminosa e brilhante. A mulher nesta fase irradia amor, apoio e segurança. Ela se mostra mais claramente e por inteira ao parceiro. É mais confiável, acolhedora e sempre se coloca à disposição e proteção do outro.
  2. Lua Minguante: A fase mais misteriosa e oculta. A introspecção ocorre facilmente para a mulher nesta fase. Ela está sempre distante do presente e por isso torna-se fria e distante dos outros. Quer se isolar e se esconder do mundo. Fica arredia e impaciente quando é importunada.
  3. Lua Nova: A fase mais sombria e soturna. Nesta fase a mulher possui uma energia muito forte, mas ela pode manifestar-se de maneira tanto construtiva, como destrutiva, dependendo do momento. Quando a mulher se exalta, as emoções e os sentimentos podem assumir uma forma caótica e desordenada, fazendo com que ela perca o controle de suas atitudes.
  4. Lua Crescente: A fase mais impulsiva e aventureira. A mulher consegue expor sua feminilidade com muita espontaneidade nesta fase. Precisa de todo o espaço para expandir-se e manifestar-se. Ela é livre, não admite ficar presa a ninguém. Está sempre mudando, inquieta e instável. Luta pela liberdade, pela independência e autonomia. 



    Algumas fases duram poucas horas e desaparecem quase sem deixar lembranças. Enquanto outras parecem se estender por noites e noites. No entanto, não podemos ser estigmatizadas por esta instabilidade, pois a Lua se move a cada instante e suas fases mudam constantemente. Como ela, nós temos também infinitas fases que variam de acordo com nosso humor, com as emoções e circunstâncias.   
   Somente observando e reconhecendo as fases lunares da Mulher é que os homens poderão criar condições para melhorar e transformar a sua relação com sua parceira de forma mais equilibrada e plena.

    Um abraço

    Dolly


sábado, 7 de agosto de 2010

Complexo de Patinho Feio


Quando era jovem, eu vi que a maioria das minhas colegas era diferente de mim na aparência, no modo de andar e de se movimentar. Eu admirava os seus corpos graciosos e belos e queria ser, um dia, como elas.
Um dia, notei que elas me olharam de um jeito diferente e riram de mim, caçoaram da minha aparência e comentaram, entre elas, que eu era uma ave cinzenta, feia e desajeitada. Ao ouvir tais palavras, corri e me afastei para bem longe.
Com medo de que fosse verdade, procurei uma confirmação de alguém que não pudesse mentir e, assim, olhei a minha imagem na água e para meu espanto, vi que a imagem refletida era realmente feia e desajeitada e com penas cinzentas.

Apenas por ser diferente, devemos ser consideradas desajeitadas e feias pelos outros?

Durante muito tempo, o olhar do outro garante quem somos. Quando esse olhar nos mostra apenas uma imagem negativa de nós mesmos, começamos a acreditar que somos apenas criaturas desengonçadas e sem graça.

Dessa forma, ao olharmos nossa imagem refletida na água, não nos reconhecemos e não conseguimos enxergar a delicadeza das nossas penas brancas, as grandes asas e a elegância do pescoço longo e sinuoso.
Depois de um tempo, encontraremos nossos semelhantes, cisnes como nós, e perceberemos que não estamos mais sozinhos.
Mas se não os encontrarmos, será que perceberemos a nossa beleza um dia?

Se tivéssemos maior autoconfiança e autoestima, deixaríamos que meros patos zombassem de nós?

Um abraço

Dolly

sábado, 31 de julho de 2010

Uma galinha


No galinheiro, estava reunido um grupo de galinhas, a maioria era mãe exemplar e experiente, e elas estavam sentadas sobre os ovos à espera dos seus filhotes. Orgulhosas da maternidade, elas contavam com detalhes os prazeres e desconfortos da gestação, as travessuras dos pequenos (hoje não tão pequenos) para as mais jovens e mães de primeira viagem. Conversavam animadamente até o momento em que uma galinha disse que não botaria ovo nenhum. Todas olharam para ela e estranharam tal atitude, afinal o destino natural delas era ser esposa e mãe.
Como ela poderia contrariar sua “natureza”? Por que motivos ela estaria abnegando da maternidade, uma dádiva divina? Por que estaria fugindo de sua essência feminina ao se negar ser mãe e não querer se dedicar aos filhos? Não estaria ela sendo egoísta ao fazer tal escolha? Não seria apenas medo de assumir responsabilidades? O que faria ela se no futuro percebesse que cometera um erro e fosse tarde demais para consertá-lo?
E diante de tantas perguntas, ela respondeu que não conseguiria ser mãe. Afirmou que nunca sequer se imaginara desempenhando este papel. E que ainda não sabia se um dia iria querer ter filhos. Disse ainda que não abriria mão de sua liberdade e de suas coisas para se dedicar a eles. Ela queria era ser galo e cantar pelo mundo afora. E estava certa de que não se arrependeria mais tarde.
Todas ficaram surpresas e algumas horrorizadas com tal resposta.
Então, restam algumas dúvidas: Ela deverá ser condenada por pensar e agir diferente do esperado pelas expectativas sociais? Ao se abnegar da maternidade, ela terá “fracassado socialmente” e por não desempenhar o papel de mãe, estará indo contra a sua “natureza”? Por isso será discriminada pela sociedade?

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Baladas ou Roubadas?



Depois de uma semana exaustiva, em que tive vontade de matar minha chefe, de estrangular meia dúzia de pessoas no meu trabalho e de me jogar do décimo quinto andar; vibrei de tanta felicidade porque, finalmente, havia chegado o final de semana.
Eu me programei a semana inteira para tal, organizei e planejei em todos os detalhes o que fazer (onde, quando, quanto e com quem) nestes dias maravilhosos de descanso.
Fiquei toda animada para sair com os amigos , no entanto, hoje ao me preparar para sair de novo, lembrei-me das últimas (fatídicas) “baladas” e o tudo o que tinha dado errado:
  1. Antes das 2 horas, meus olhos ficaram pesados e eu não parei de bocejar.
  2. Fiquei impaciente porque o lugar estava muito cheio.
  3. Os homens ao meu lado mais pareciam meus irmãos mais novos do que pretendentes a namorado.
  4. Ouvi a maioria das músicas e não conhecia nenhuma ou, ao contrário, conhecia todas as músicas quando era flashback.
  5. Quando tocou uma música conhecida, comecei a pular e dançar freneticamente. Em seguida, tive que sentar e tomar fôlego, porque já estava cansada.
  6. As menininhas na fila do banheiro me chamaram de senhora e me deixaram passar na frente.
  7. Tomei duas doses de caipirinha, fiquei alegrinha e já queria dançar com o segurança.
  8. Não tive paciência em esperar a longa fila na hora de pagar.
  9. Fui embora antes das 3 horas, cansada, exausta e querendo dormir o mais rápido possível.
  10. E a única coisa que peguei foi gripe por sair, no frio e de madrugada, sem casaco.
Depois de tudo isso, eu me pergunto: Por que continuar insistindo em ir em balada? Será que vale a pena arriscar mais um final de semana num programa que pode ser uma roubada?
É duro ter que admitir, mas não tenho mais o pique de antes! (Suspiros) Vou ficar em casa (segura e salva de micos) de pijama de bolinha, assistindo a mais um filme no Supercine, comendo pipoca que ganho mais.
Um abraço
Dolly


sexta-feira, 16 de julho de 2010

Uma mente cheia de dor e muitas lembranças


Caras amigas
Nós, mulheres, estamos o tempo todo nos envolvendo com pessoas que nos fazem sofrer e que não nos valorizam de verdade. Depois do fim da relação, sempre nos perguntamos por que com a gente as coisas nunca dão certo. Por que não conseguimos esquecer Fulano ou por que continuamos gostando tanto de Beltrano? E quando percebemos logo estamos obcecadas pelo C, depois D e assim por diante.
E como ainda não inventaram uma fórmula mágica para evitar o fascínio e encanto dos homens-problemas e, infelizmente, ainda não criaram um processo de esquecimento de pessoas como o criado pela empresa Lacuna no filme “O Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças”, temos que tomar algumas precauções.
Uma amiga que superou a separação, a obsessão-maníaca-depressiva e hoje vive super bem (fazendo terapia e tomando o seu Revotril) dá 10 sugestões básicas para sobreviver.
Se você já tentou de tudo para reconquistá-lo (telefonemas, mensagens no celular, e-mail, faixas na rua, serenatas, declaração de amor em carro de som e outros king-kongs do tipo) e ele ainda assim está decidido a não voltar, então chegou a hora de esquecê-lo:

1. Mantenha a distância dele e de tudo que lembre ele. Pegue um saco de lixo grande e jogue fora todas as coisas que ele te deu ou que você guardou de lembrança dos momentos com ele (fotos, ursinhos, camisetas com coraçõezinhos, papel de bombom, rosas secas e mal cheirosas, ticket do estacionamento do restaurante que vocês foram pela 1º vez, etc). Importante: Não guarde nada, se não o processo de “limpeza” não irá funcionar.


2. Apague todos os meios de contato dele (número de telefone da casa dele, do celular, do escritório, dos tios e vizinhos; endereço de casa, e-mail, MSN, Orkut, Facebook, Twitter), pois toda vez que sentir vontade de falar com ele, você não terá como fazê-lo.

3. Depois desse processo, JAMAIS (eu disse JAMAIS!) crie um perfil fake no Orkut para ver como ele está, se está saindo com alguém. JAMAIS procure por “acaso” o contato dele na lista de amigos seus no Facebook. JAMAIS deixe o endereço do MSN a um clique quando estiver on-line.

4. Quando a obsessão-maníaca-depressiva tomar conta de você, desligue o celular, assim você não cairá na tentação de olhá-lo a cada minuto para conferir se ele te mandou uma mensagem.

5. Quando estiver se sentindo sozinha, procure ajuda no seu grupo de apoio (amigas e familiares), ele oferecerá todo o suporte que você merece e precisa.

6. Não fique em casa, chorando pelos cantos ouvindo músicas como “All by myself" no “Diário de Brigdet Jones”, porque você realmente vai se matar. Procure sair, se divertir e relaxar. Nem que seja andar pelo bairro e comprar pãozinho na padaria. Quanto mais a sua mente estiver ocupada, menos espaço terá os pensamentos obsessivos-maníacos-depressivos.

7. Não é porque ele te deixou que você ficará largada, desleixada, se sentindo a última das barangas. Procure a ajuda de especialistas (cabeleireiro, manicure, maquiador, vendedor de lojas de roupas e sapatos, etc) e cuide da sua aparência e da sua auto-estima. Se você não se sentir melhor, pelo menos ninguém vai notar e todos vão te achar linda e maravilhosa. Você pode estar um caco por dentro, mas por fora você é a Gisele Bünchen!

8. Invista em si mesma. Faça inscrições em cursos que você sempre quis fazer, mas não tinha ânimo ou disposição como um curso de ikebana (arranjo de flores), mandarim ou segurança pessoal.

9. Procure não ficar remoendo os fatos passados. Relembrar nos mínimos detalhes os bons momentos que passaram juntos e tal. Se ele realmente se importasse com você, te valorizaria mais e não a faria sofrer tanto.

10. E o principal, se você fez tudo isso e não conseguiu esquecê-lo é porque ele te marcou muito e foi uma grande paixão. Por mais que esteja magoada, não deixe as portas do seu coração fechadas, nunca se sabe quando alguém irá cruzar seu caminho. Se não conseguir encontrar outra paixão, arranje um Zé Mané qualquer e comece a namorá-lo, porque você terá tanta dor de cabeça e stress com o atual que logo esquecerá o ex. Para esquecer uma grande paixão, nada como uma bela enganação.
Um abraço

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Pecado Capital


Hoje em dia, as mulheres vivem obcecadas por dietas, fazem tudo para conquistar um corpo magro. Numa festa ou jantar, diante de uma variedade de pratos, elas ficam tentadas a provar cada uma das iguarias ali presente.


No entanto, ao se entregarem a esse mundo de prazeres, sabores e aromas; a satisfação, logo, é substituída por um imenso sentimento de culpa.


Como experimentar novas sensações sem sentir tanto remorso?


Como controlar os desejos diante de tantas tentações ao nosso redor?


Como resistir, por exemplo, à atração por uma pessoa, estando com outra?


Sem grandes conflitos, muitos homens desejam várias mulheres e continuam amando suas esposas ou namoradas. No entanto, é comum as mulheres se culparem ao sentirem atração por outros que não sejam os seus companheiros.


A maioria das mulheres não admite, mas se sente lisonjeada, com a auto-estima lá em cima, diante das investidas de um completo desconhecido, de um elogio de um colega de trabalho ou mesmo de um vizinho.


Algumas fingem que nada aconteceu, outras resistem a proposta; enquanto outras, depois de muita insistência, aceitam a aventura.

Será que as mulheres casadas ou solteiras, ao se sentirem solitárias e entediadas, são tentadas a trair?


Ou será que o companheiro dispensa pouca ou nenhuma atenção a ela?


Ou elas são infieis apenas quando se sentem atraídas ou apaixonadas por determinado homem?


Não é a atração que faz alguém trair o outro, "sentir atração por outro homem, mesmo tendo parceiro, é totalmente natural. Se, a partir daí, vai acontecer alguma coisa e se isso implicará conflito, depende da mulher e do acordo entre o parceiro".1


Será que existe um único culpado na traição?


Segundo o dicionário Aurélio, trair significa ser infiel, ou seja, desleal, que não é digno de confiança. Não está sendo sincero e honesto aquele que trai a confiança do outro. E a infidelidade está relacionada a essa quebra de confiança, ao não cumprir o compromisso assumido com o parceiro.


Será que vale a pena arriscar uma relação em nome de uma atração passageira?


E o que fazer para não se entregar aos desejos?


Dolly


1. Vera Furia, mestre em psicologia clínica pela PUC-SP e autora do livro Mulher, Arquivo Confidencial.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Mulheres a beira de um ataque de nervos - Parte II


As mulheres do mundo inteiro lutaram durante anos para conseguir os mesmos direitos que os homens, para conseguir condições de trabalho mais dignas e salários melhores; ser mulher nunca foi uma tarefa fácil. Hoje em dia, a maioria usufrui dessas conquistas de milhares de mulheres anônimas e se orgulha dessas vitórias. Mas há dias em que tudo o que uma mulher deseja é não ser mulher, principalmente nos dias em que está menstruada.




Deveria ser aprovado, pela Constituição, o dia D.M. (Dia da Menstruação). Nesse dia, toda mulher seria liberada de todas as suas obrigações e responsabilidades para ficar em casa descansando sem ninguém para encher as paciências.


Afinal, como se concentrar no que seu chefe está dizendo ou se concentrar no seu trabalho quando você sente que vai arrebentar de tanta dor.


Sem contar que, em alguns casos, o fluxo menstrual é tão grande que se fosse coletar todo o sangue derramado daria para salvar no mínimo três vidas!


Diga-se de passagem que a felicidade da mulher nesses dias só acontece mesmo em comercial de absorventes, porque ninguém fica alegre e feliz usando uma versão menor de fralda por horas e horas durante alguns dias.


A única coisa que não se pode reclamar é de falta de opções. São oferecidas tantas que você se perde.


Imagina o seu marido ou namorado comprando um pacote para você na farmácia:


- Oi, por favor, eu queria um pacote de absorventes. É para minha mulher, sabe.

- Claro. O senhor prefere externo ou interno?

- Hein?!

- Normal ou tipo Tampax, Ob?

- Ah, tá. Acho que normal.

- Certo. Com abas ou sem abas?

- Hum. Acho que...com abas.

- Ultraproteção ou ultrafina?

- Bem, não sei direito. O que é melhor?

- Ultraproteção é melhor para o caso de fluxo menstrual muito intenso e ultrafina é para o dia-a-dia, sabe.

- Pode ser o primeiro mesmo.

- Diurno ou Noturno?

- Putz! Sei lá! Eu levo os dois.

- Certo. Só mais uma coisa, o senhor prefere suave ou seca?

- Ah, deixa pra lá.


Além disso, ela aparece nas horas mais impróprias. Olha só: Você planejou o ano inteiro, juntou dinheiro e no dia que você vai na praia, você percebe: “Merda! Estou menstruada!” Ou, então, depois de muito trabalho árduo, você finalmente vai sair com um cara super interessante e no dia você descobre:“Merda! Estou menstruada!” É muito azar!


Mas o pior mesmo é quando você olha no calendário e começa a contar e nota: “Merda!Eu não estou menstruada!!!” E você entra em pânico, começa a rezar e faz tudo o que é promessa para a danada vir. Por que só há duas situações em que ela não dá o seu ar da graça: ou você está na menopausa (o que seria bom demais e cedo demais para ser verdade!) ou você está grávida! (ave Maria! é bom nem sonhar com essa possibilidade!) E você começa a apelar para todos os santos: “São Longuinho! São Longuinho! Se a minha menstruação vier, eu dou mil pulinhos!”


Você que odiava esse dia, espera com grande ansiedade pela sua chegada. E depois de muito se descabelar, descobre que foi alarme falso, passado o susto, o desconforto de ter o corpo dolorido, os seios e as pernas inchadas, a cabeça latejando e uma cólica terrível, ficar menstruada torna-se tão confortador...É preciso ser mulher para entender isso.


A grande maioria dos homens acha que é um exagero ou frescura de mulher reclamar tanto nesses dias, mas só uma mulher sabe o que é ser uma mulher e menstruada.


Dolly